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URGENTE

Com Conferência da Mata Atlântica, Paraná reforça protagonismo ambiental

 

CONFERÊNCIA MATA ATLÂNTICA
Foto: Felipe Henschel/AEN


SEGUNDO DIA – Nesta quarta-feira (20), a programação será aberta às 9 horas, com o painel “Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa”, com Victor Anequini, do Anuário Centro Brasil no Clima (CBC); Rafaela Queiroz e Davi Bomtempo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Daniel Matos, da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP); Diego Blanc, da C40; e Ety Carneiro, do Hospital Pequeno Príncipe.

A partir das 11 horas, a discussão é sobre “Adaptação às Mudanças Climáticas”, com Paulo de Tarso, diretor-presidente do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar); Marilza Dias, secretária Municipal do Meio Ambiente de Curitiba; Axel Grael, engenheiro Florestal, ambientalista e ex-prefeito de Niterói (RJ); Regiane Borsato, do Instituto Life; e Maria Tereza Uille, advogada e doutora em Sociologia.

À tarde, novamente a partir das 14 horas, os encontros são sobre “Instrumentos e Mecanismos de Financiamento e Fundos Climáticos”, com Ana Zornig Jayme, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba; Fernando Campos, gerente de Finanças de Conservação e Clima da Sitawi; Marta Bandeira de Freitas, gerente de Mudanças Climáticas do Departamento de Sustentabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Também participam Dayene Peixoto, coordenadora-geral de Projetos Sociais e Sustentabilidade do Ministério do Planejamento; e Lisiane Astarita de Limas, gerente de Planejamento e Novos Negócios do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Já o painel “Justiça Climática e Governança”, às 16 horas, reúne Mario Mantovani, da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anama); Isabela Barbosa, do ICLEI-Governos Locais pela Sustentabilidade; Ivens Zschoerper Linhares, presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR); o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli; o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná, Daniel Pedro Lourenço; e Romancil Gentil Cretã, liderança indígena, coordenador Executivo Região Sul da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

ÚLTIMO DIA – Para finalizar, na quinta-feira (21), a palestra será sobre “O Futuro dos Negócios é Sustentável: Como o ESG Redefine o Sucesso Corporativo”, ministrada por Rafael Greca e Rosana Jatobá, jornalista especializada em Sustentabilidade.

“É preciso se inspirar nessa conferência, nas boas práticas de Curitiba e do Paraná. Incentivar esse mutirão em nome da agenda climática”, disse o diretor-executivo da rede global ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, Rodrigo Perpétuo.

MATA ATLÂNTICA – O bioma abrange 17 estados brasileiros, correspondendo a 15% do território nacional. Atualmente vivem na Mata Atlântica 72% dos brasileiros, concentrando 70% do PIB nacional.

O Paraná lidera os projetos relacionados à região geográfica no âmbito do Consórcio Brasil Verde, iniciativa dos governos estaduais para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas e reduzir a emissão de carbono no País. O Estado é responsável pela coordenação dos projetos voltados ao bioma desde 2023.

Com 99% do seu território inserido na Mata Atlântica, o Paraná conta com uma das maiores áreas remanescentes de floresta no País – são mais de 2,3 milhões de hectares preservados. Além disso, foi considerado o estado mais sustentável do Brasil pelo Ranking de Competitividade dos Estados por quatro vezes consecutivas.

Em 2023, o Cosud formalizou um protocolo de intenções chamado de “Tratado da Mata Atlântica”, visando a união de esforços para a preservação, conservação e a utilização racional dos recursos naturais do bioma, mediante a adoção de ações conjuntas e coordenadas para promover o desenvolvimento harmônico e o alcance de resultados mutuamente proveitosos.

Entre os objetivos do protocolo estão o planejamento integrado de corredores ecológicos regionais, com foco na gestão territorial, por meio do compartilhamento de experiências entre os estados e da adoção integrada de instrumentos e estratégias de monitoramento, de fomento à restauração e conservação de ecossistemas e paisagens e da bioeconomia.

Visa também a integração de estratégias, tecnologias, metodologias, dados e informações geoespaciais para aumentar a eficiência na fiscalização ambiental e combater o desmatamento ilegal.



AEN