Vereador que invadiu igreja CATÓLICA é cassado em primeiro turno pela Câmara de Curitiba - Cantu em Foco - As principais notícias da região, você encontra aqui no Cantu em Foco

URGENTE

Vereador que invadiu igreja CATÓLICA é cassado em primeiro turno pela Câmara de Curitiba

 

Conforme o curitibano Blog do Tupan, apesar das alegações de racismo dos demais vereadores de esquerda da Câmara de Curitiba, a maioria não se convenceu por este argumento e cassou em primeiro turno o mandato do vereador Renato Freitas (PT), acusado de ter invadido uma igreja católica no meio da missa durante uma manifestação política. 

Por 25 a 7, a decisão ocorrida no final desta terça-feira, 21, provavelmente vai ser referendada amanhã, em segunda votação, em outra sessão extraordinária, onde irá confirmar o relatório do vereador Sidnei Toaldo (Patri), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Renato deverá ser substituído por Ana Júlia Ribeiro (PT), protegida do milionário Wilson Ramos Filho, dono da Unibrasil e ligada ao MTST. 

De sete representações apresentadas após o episódio, cinco foram aceitas, uma delas com participação do vereador Eder Borges (PP) – que aguarda retomar o mandato após decisão liminar qual foi cassado por outro motivo pela Câmara. Outra representação foi impetrada pelo líder do governo na Câmara, o vereador Pier Petruzziello (PP). 

Esta sessão já era para ter acontecido a semanas, mas Renato Freitas conseguiu uma liminar acusando o agora ex-colega Sidnei Toaldo de parcialidade, pois teria enviado um e-mail com conteúdo racista ao agora ex-parlamentar. Após uma verificação técnica e laudo da Serpro, foi confirmado que o e-mail foi enviado de um serviço VPN localizado na República Tcheca, onde pode ser criar o endereço de qualquer remetente. 

Ontem, a juíza Patrícia Bergonse cassou a liminar e aceitou os argumentos da Serpro, possibilitando a realização da sessão. 

O advogado Guilherme Gonçalves, do petista Renato Freitas, tentou derrubar via judicial a sessão de hoje, por não ter sido convocada com 24 horas de antecedência, mas não obteve sucesso. 

As vereadoras petistas, ex-professora Josete e Carol Dartora, tentaram levar o caso para o lado de “racismo estrutural” e sobrou até para o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, numa defesa descabida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ter sido preso pela Lava Jato e ficado um bom tempo na superintendência da PF em Curitiba, até ser descondenado pelo STF. 

Josete tentou jogar a culpa da eminente cassação de Freitas até em Jair Bolsonaro. 

Renato Freitas, agora ex-vereador, coleciona confusões por ser radical: em menos de um ano e meio de mandato, nocauteou em praça pública um idoso contrário ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentou dar carteirada em policiais que pediram para ele abaixar o som na Praça 29 de Março, foi ao Shopping Pátio Batel com o carro cedido pela casa de leis, além de tentar denegrir a imagem da religiosidade.

O vereador Denian Couto (Pode) em discurso, disse que a desculpa de racismo é uma estratégia para justificar o injustificável.  Ele falou que Carol Dartora, Professora Josete e Maria Letícia (PV) estavam criando factóides, “as imagens mostraram Renato Freitas quebrando o decoro parlamentar, essa narrativa não cola, a capital do Paraná não é uma cidade racista como tentam mostrar”.