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URGENTE

Faciap se posiciona contra o lockdown no Paraná: “não é a saída mais viável”

 


A Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná), que representa mais de 300 associações comerciais e representa cerca de 50 mil empresas, publicou nota se manifestando contra o lockdown decretado pelo governador Ratinho Junior (PSD).

O novo decreto estadual determina a proibição da circulação de pessoas entre 20h e 5h, além do consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas nesse mesmo período. Com as determinações, o comércio volta a fechar as portas por conta do coronavírus.

Apenas serviços essenciais, como mercados, açougues, panificadoras, farmácias e serviços de saúde, por exemplo, podem funcionar nesse período.

“Um novo lockdown vai gerar desemprego e reduzir a renda das famílias. Muitos empreendimentos vão falir, pois já se encontram em situação de fragilidade devido à lenta recuperação dos fechamentos anteriores. Muitas famílias serão obrigadas a ficar em casa sem ter recursos para necessidades básicas”, afirma o presidente da Faciap, Fernando Moraes.

Além disso, a Federação ainda aponta que os empresários não podem pagar pela irresponsabilidade de parte da população que insiste em ignorar as medidas de prevenção.

“Se existem donos de bares, restaurantes e cultos religiosos que promovem aglomerações e contribuem para espalhar o vírus, que sejam também punidos. Este ônus não deve cair sobre quem luta para preservar a vida e trabalhar com segurança”, completa a nota.

Por fim, a Faciap ainda pede que a campanha de vacinação seja intensificada, cobrando do governo federal “mais eficiência e agilidade” para que os imunizantes sejam aplicados na população.

De acordo com o boletim desta sexta-feira, o Paraná acumula 633.525 casos e 11.452 mortes por covid-19. 94% das UTIs estão ocupadas.

LEIA A ÍNTEGRA DO POSICIONAMENTO DA FACIAP SOBRE O LOCKDOWN NO PARANÁ

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), entidade que representa mais de 300 Associações Comerciais e cerca de 50 mil empresas, é contrária ao lockdown decretado hoje em todo o Paraná. 

Os empresários não podem pagar pela irresponsabilidade de parte da população que insiste em ignorar as medidas de prevenção. O setor produtivo vem trabalhando com responsabilidade, segurança e não é foco de contaminação.

Um novo lockdown vai gerar desemprego e reduzir a renda das famílias. Muitos empreendimentos vão falir, pois já se encontram em situação de fragilidade devido à lenta recuperação dos fechamentos anteriores. Muitas famílias serão obrigadas a ficar em casa sem ter recursos para necessidades básicas.

A Faciap entende que o poder público poderia trabalhar com medidas restritivas que impeçam aglomerações, como a Lei Seca e o toque de recolher, intensificando a fiscalização para punir os infratores. 

O trabalhador e o empresário não devem pagar a conta das aglomerações clandestinas que, em sua grande maioria, ocorrem em horários alternativos aos do setor produtivo. Se existem donos de bares, restaurantes e cultos religiosos que promovem aglomerações e contribuem para espalhar o vírus, que sejam também punidos. Este ônus não deve cair sobre quem luta para preservar a vida e trabalhar com segurança.

É preciso ampliar a fiscalização, aumentar a quantidade de leitos hospitalares, intensificar a realização de testes e ter a certeza de que as pessoas infectadas cumpram a quarentena com a disciplina necessária. 

A FACIAP lamenta profundamente as mortes provocadas pela pandemia e ressalta que o lockdown não é a saída mais viável, pois abala a economia e contribui pouco para o combate ao vírus. Em muitos casos, prejudica mais do que ajuda.

Imunizar a população é uma medida emergencial e deve ser tratada como prioridade. Cabe ao Governo Federal atuar com mais eficiência e agilidade para que a vacinação chegue o mais rápido possível a todos.

O setor produtivo precisa continuar em funcionamento, contribuindo para a nossa sociedade com a responsabilidade e seriedade de sempre. 

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