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URGENTE

Escolas estaduais enfrentam surto de Covid-19 mesmo sem aulas presenciais

 

A APP-Sindicato denuncia que 9 escolas, somente na região de Maringá no noroeste do estado, passarão os próximos 14 dias fechadas em quarentena porque professores e funcionários foram contaminados pelo Coronavírus após a realização dos encontros presenciais da Semana Pedagógica.

 “É lamentável. É um atentado à vida. Se isso aconteceu dessa forma com a presença de professores e funcionários, imagina quando estiverem os estudantes circulando?”, questiona o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão

Desde o ano passado, a APP-Sindicato denuncia que o governo do Estado obriga professores e funcionários a permanecerem no ambiente escolar durante a pandemia. Os relatos são de falta de cuidados, produtos e equipamentos básico (como sabonetes, álcool em gel, máscaras até treinamentos). “O governador e o secretário parecem desconhecer a realidade das escolas públicas e do que é a dinâmica de uma escola repleta de estudantes. As aulas presenciais, neste momento onde a vacinação não chegou à grande maioria da população, é um atentado à vida. O governo do Paraná está levando nossos professores, funcionários e estudantes para um caminho que pode resultar em inúmeras mortes. Isso é grave, é desumano”, reforça o presidente da APP.

O secretário de Comunicação da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues alerta para um agravante. “Na macrorregião de Maringá, que compreende Maringá, Campo Mourão, Umuarama e os municípios entorno desta cidade, ontem havia apenas 5 leitos disponíveis para os casos graves de Covid para uma população de mais de 1 milhão de pessoas. Estamos fazendo um levantamento detalhado também da situação nos hospitais públicos e temos constantemente alertado o governador, o secretário, os deputados e prefeitos que o nosso Estado não tem condições estruturais e sanitárias de enfrentar um retorno às aulas de forma presencial”.

Diante da gravidade da situação, a categoria aprovou uma greve que começa no dia 1 de março, quando está previsto o retorno presencial com alunos. Conforme definido em assembleia, a paralisação será nas atividades presenciais, mantendo as aulas online. O Sindicato também defende que funcionários e equipes diretivas e pedagógicas possam realizar as atividades de maneira online.

Nos próximos dias, os dirigentes do Sindicato farão visitas às escolas para verificação de situações de descumprimento de resoluções e decretos do próprio governo e convidam a imprensa para acompanhar e divulgar as denúncias sobre o tema.