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sábado, 9 de janeiro de 2021

Grande parte das seringas que imunizarão o Brasil virá de Curitiba no Paraná

 


Dois mil e vinte e um, espera-se, será o ano da vacina. O ano em que a população brasileira – ou ao menos uma parcela significativa dela – será imunizada contra o novo coronavírus, dando ‘início ao fim’ da pandemia. E para que isso aconteça, Curitiba deverá ter um papel fundamental. Isso porque a capital paranaense é sede da maior fábrica de seringas e de agulhas do país, da BD (Becton, Dickinson and Company), localizada no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

Além da BD, existem mais duas fábricas que produzem seringas no Brasil, das empresas SR e Injex. A capacidade de produção instalada no país é de 1,5 bilhão de seringas por ano, em tamanhos diferentes (1ml, 3ml, 5ml, 10ml e 20ml), sendo a de 3ml a que mais se produz e também a que se consome para os casos de Covid-19.

Considerando que o Brasil (governo federal e o estado de São Paulo) deve adquirir em torno de 400 milhões de seringas para a vacinação contra o coronavírus, a capacidade instalada seria mais que suficiente para dar conta da demanda, correto? Não exatamente.

Diretor de Assuntos Corporativos da BD, Walban Souza explica que o mercado tradicional já consome uma parcela considerável da capacidade instalada de produção. São hospitais, clínicas médicas e até mesmo UTIs que recebem pacientes com Covid-19 e não podem ser desabastecidos.

“Temos que ter razoabilidade e responsabilidade para não deixar faltar no mercado tradicional. Paciente com Covid, quem está no hospital, precisa de seringa. E paciente Covid precisa de seringa hoje, a vacina é uma promessa de futuro”, afirma Souza. “Tudo que estamos fazendo de esforço e oferta vem de uma capacidade adicional de produção, considerando o abastecimento dos serviços contratados. Não vamos competir por licitação, venda, sem ter certeza que todos os compromissos que já temos serão cumpridos”.

Ainda segundo ele, a demanda que agora está surgindo por conta da vacinação contra a Covid-19 é algo “tão inédito quanto o próprio evento da Covid, um volume muito grande”. Para dar conta do recado, então, a fábrica curitibana estuda ampliar a capacidade de produção, contratando novos colaboradores e ampliando a jornada de trabalho, por exemplo. Essas possibilidades, contudo, só se concretizarão a partir do momento em que houver a certeza de que o governo federal irá adquirir os insumos.

“É a seringa paranaense ajudando o Brasil. Havendo planejamento, que é o que pedimos há muito tempo, não vamos ter problema de seringa e passamos a aguardar a vacina, porque essa história de seringa é como um casamento, a vacinação é como um casamento: a noiva é a vacina e a seringa, o noivo”, explica Walban Souza. “Nossa área fabril está estudando [como ampliar a produção], mas a decisão só será tomada a partir do momento em que vencermos a licitação. Mas tudo está na mesa para avaliação”, finaliza.

Fonte:https://www.bemparana.com.br/

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