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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Conselhos práticos para empresas familiares em 2021

 


Segundo estudo Family 1000, realizado pelo banco suíço Credit Suisse, empresas que em sua administração contam com membros da família fundadora, apresentaram um desempenho financeiro e lucro melhores durante a fase de pandemia do que aquelas com outros profissionais na gestão.


Ainda de acordo com a análise, são negócios mais alinhados com os critérios sustentáveis (ESG, ambiental, social e de governança corporativa), com maior visão de longo prazo quando o assunto é investimentos.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, ajudando, inclusive, na implantação de Governança Corporativa em empresas familiares, hoje trago um artigo com algumas dicas práticas para esse ano.

Empresas familiares em 2021 – quais caminhos trilhar?

Há pesquisas que mostram que 70% das empresas desse ramo costumam não sobreviver à geração do fundador e apenas 5% chegam à terceira geração.

Diante desse contexto, as empresas familiares devem apresentar solidez e liderança no mercado, para isso, precisam contar com um modelo de gestão que atue no contorno de conflitos internos, que crie processos mais dinâmicos e introduza novas tecnologias que apontem a direção para o crescimento dos negócios.

Dentre os conselhos práticos para empresas familiares em 2021, gosto de frisar a importância de que se consiga equilibrar a gestão profissional com uma dinâmica saudável entre os familiares.

A gestão estratégica precisa ter como foco os resultados e não os privilégios e contar com um método de trabalho que favoreça o crescimento e prosperidade financeira do negócio.

Esse é um modelo de negócio que precisa contar com alguns cuidados específicos. Até mesmo o crescimento de uma empresa familiar demanda atitudes para que sobreviva no mercado, como por exemplo, o investimento na profissionalização da governança do negócio. Não estou aqui orientando que seja necessário substituir membros da família por profissionais externos, mas é fundamental que aqueles envolvidos na gestão da empresa passem constantemente por qualificação.

Lições aprendidas em 2020

O ano passado ensinou a muitas empresas na prática a como lidarem com crises inesperadas e incontroláveis como foi o caso da pandemia.

Foi necessário muito mais do que lidar com a gestão e números, a preocupação com as questões emocionais de cada membro do negócio. Os gestores que tiveram inteligência emocional nesse momento se saíram bem.

No caso das empresas familiares, essa é uma preocupação ainda mais necessária. Os sócios-parentes precisam manter as emoções sob controle para que não atrapalhem a administração. No caso do modelo de empresas familiares, os membros devem constantemente conversar e agir com transparência.

A procura por mentorias empresariais também pode ser indicada não apenas para nortear quanto aos caminhos do negócio, mas quanto às questões comportamentais que possam estar atrapalhando.

Esse ano naturalmente pretende surpreender menos que o anterior, afinal, vivemos um período extremamente surpreendente e caótico. A ideia é que as empresas familiares em 2021 procurem se estruturar ainda mais, tanto quanto à gestão quanto às questões comportamentais.

Olhar externo é sempre imprescindível

Seja no período de crise ou período de crescimento, é de extrema importância contar com uma visão externa ao negócio, ou seja, com profissionais não ligados à família e aos processos do negócio, ou seja, que tenha uma visão independente e que possa indicar os melhores caminhos para a tomada de decisões na empresa.

Geralmente nas empresas familiares, cada sócio costuma fazer um pouco de tudo, mas o indicado é que cada um desempenhe o seu papel na organização, principalmente quando se trata da tomada de decisões em prol do negócio.

Costumo sempre orientar que para a elevação de valor, ajudando, inclusive, na expansão em terras estrangeiras, será necessária a implantação de Governança Corporativa em empresas familiares.

Se antecipar aos problemas é fundamental, mas aprendemos que há exceções como no ano passado, porém esse tende a ser um ano mais tranquilo e previsível e se no anterior, muitas empresas familiares conseguiram tocar o negócio e se manter, a probabilidade é que além de se manterem em 2021, consigam crescer ainda mais.


Carlos Moreira - Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing). É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial. 

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