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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Aumento de casos de Covid é alerta para intensificação dos cuidados


 Estamos em um dos momentos mais críticos da pandemia de coronavírus na região de abrangência da Unicentro. Neste momento, é importante reforçar os protocolos de segurança e manter a vigilância referente aos procedimentos de prevenção a Covid-19. Apesar do contexto da pandemia já se alastrar por quase todo o ano de 2020, ainda surgem dúvidas sobre o vírus e como se proteger dele. “A gente percebeu que muitas pessoas têm muitas dúvidas ainda tanto sobre aspectos básicos de funcionamento e mecanismos de ação do vírus, quanto como essas informações podem nos auxiliar – conhecer melhor o vírus, como ele age, como são os meios de transmissão – para pensar os mecanismos de prevenção”, discorre o professor Gustavo Zambenedetti, que é coordenador, no campus de Irati da Unicentro, do Programa de Apoio Institucional para Ações Extensionistas de Prevenção, Cuidados e Combate à Pandemia do Novo Coronavírus.


Neste sentido, a partir do conhecimento produzido no contexto universitário, a equipe do projeto decidiu compartilhar informações relevantes sobre o coronavírus. A partir de dados da Secretaria Estadual de Saúde e do periódico BMJ Journals, o médico otorrinolaringologista e professor da Universidade do Contestado, Lucas Spina, reforça a necessidade de continuarmos falando sobre o coronavírus, considerando as projeções da pandemia. “Nada mais válido do que discutirmos algumas nuances básicas a respeito do vírus, do contexto da pandemia, informações que podemos basear em atualizações de confiança e que possam ser multiplicadas de maneira baseada em evidências, na confiabilidade de uma ciência de qualidade”.


Spina é médico bolsista da Unicentro no projeto de prevenção e assistência no combate à pandemia de Covid-19. Segundo ele, a transmissão do coronavírus pode acontecer de duas formas – através do contato com secreções de boca ou nariz,ou através de gotículas de saliva contendo o vírus. Para evitar o contágio, ao sair de casa é essencial o uso de máscaras cirúrgicas ou de tecido com no mínimo duas camadas. O médico otorrino salienta que ela deve cobrir boca e nariz de uma forma bem ajustada, para evitar mexer nela durante o uso. 


“Em geral, a lavagem das mãos e a utilização do álcool em gel 70% têm a mesma eficácia. Para sujidades visíveis, é aconselhável lavagem para o desbridamento mecânico da sujeira. Então, se está cheio de sujeira, pó, terra, ou alguma outra coisa, lave com água e sabonete, pois é a preferência. Se você não tem água e sabonete e a sua mão não apresenta sujidade visível, é então eficaz o álcool em gel 70%. Prefira o álcool líquido para superfícies – mas o 70%, cuidado com outras graduações de álcool. Tenha sempre a possibilidade de ter papel toalha, seja para secreções, seja para limpeza de superfícies, aconselhadamente impermeáveis”, detalha o médico.


Ainda sobre as medidas preventivas contra o coronavírus, o médico bolsista da Unicentro destaca que, quando em ambientes de trabalho, por exemplo,além do uso de máscara e álcool 70%, outras recomendações são não compartilhar objetos pessoais, evitar o contato físico,manter aetiqueta respiratória ao tossir ou espirrar, cobrindo a boca e o nariz com o braço ou com papel toalha e, preferencialmente,levar uma garrafa de casa já com água, para evitar bebedouros compartilhados. “Para se ter uma ideia dessa potencialidade do vírus, conversar com um portador assintomático por 15 minutos a menos de um metro da pessoa já é uma suscetibilidade enorme de transmissão e infecção. Esteja você, preferencialmente, em locais arejados, com distanciamento social, de preferência sem ar condicionado ligado, quando possível, e quando não, que ele tenha a filtragem e o sistema todo com a manutenção devida, porque muitas vezes o sistema do condicionamento de ar pega o ar de fora, refrigera e libera novamente podendo ter o espalhamento e disseminação de partículas virais.Em se tratar do distanciamento, se em ambientes corporativos, laboratoriais e tudo o mais, prefira, no mínimo, de um a dois metros”, reitera em tom de alerta.


Segundo o médico, 80% das pessoas contaminadas não tem sintomas, sendo apenas 20% as que necessitam de algum tipo de atendimento e, destas, 5% precisam de hospitalização. Spina destaca entre os sintomas da Covid-19, a síndrome gripal, o desconforto respiratório, a síndrome respiratória aguda grave, a piora de uma comorbidade já existente, sinais gastrointestinais, falta de ar, dificuldade de sentir aromas e gostos, e até mesmo infartos cardíacos e renais, AVCs e hipóxias silenciosas, que são baixos índices de oxigênio no sangue sem que o paciente se queixe de falta de ar.É importante manter vigilância ativa a qualquer um desses sintomas, acompanhando sua evolução. O diagnóstico de Covid é feito por meio detestes laboratoriais, entre eles, os mais comuns são oRT-PCR, conhecido como teste do cotonete, e o teste rápido, que é feito com a coleta de sangue através de uma picada no dedo. Demais formas de detecção são a pesquisa de antígeno e o teste de anticorpos IgM/IgG.


Outra informação importante destacada por Spina é a de que tomar remédios não ajuda na prevenção – a melhor solução ainda é seguir os protocolos de segurança sanitária. “Infelizmente, as evidências não nos norteiam para fármacos que tenhamos como um suporte terapêutico, e ainda sem o vislumbre atual, o fornecimento atual em larga escala de uma vacina, a prevenção se torna, no momento, a melhor opção”.


Mais detalhes sobre a prevenção a covid-19 podem ser acessados na live “Conversando sobre a Covid-19: Prevenção e contexto universitário”, que está salva no canal do YouTube da Coordenadoria de Tecnologia e Informação do Campus Irati (https://youtu.be/lFD0OvNQAJk)


GR Mais

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