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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Novo vírus raro começa a provocar contágio e mortes na Bolívia


Foi confirmada na Bolívia a primeira transmissão entre humanos do vírus Chapare, um microrganismo raro que pode levar à morte.

O vírus, que teria sido originalmente transmitido para humanos por um tipo de rato, foi identificado em 2004 na província boliviana de Chapare. Cientistas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e do Centro Nacional de Doenças Tropicais da Bolívia confirmam que houve transmissão entre humanos em La Paz no ano passado: dos cinco infectados, três morreram.

De acordo com os cientistas do CDC, o "novo" vírus é da família viral arenavírus, capaz de causar febres hemorrágicas como as de ebola e dengue. A transmissão desse tipo de organismo geralmente ocorre por contato direto de pessoas com roedores infectados ou de forma indireta através da urina ou das fezes do roedor doente.

O que se sabe até agora sobre o vírus Chapare

Fonte: Getty Images/AFP/ReproduçãoFonte: Getty Images/AFP/Reprodução

Pouco se sabe sobre o Chapare, a não ser que causa sintomas parecidos com os de dengue e ebola, culminando na febre hemorrágica, um grupo de manifestações geralmente graves e potencialmente fatais. De acordo com os trabalhos divulgados durante uma reunião da Sociedade Americana de Medicina e Higiene Tropical, os infectados em 2019 tiveram, além de febre, dores abdominais, vômitos, sangramento nas gengivas, erupções cutâneas e dor atrás dos olhos.

Perigos de uma nova pandemia

Fonte: CDC/ReproduçãoFonte: CDC/Reprodução

Em 2019, os dois pacientes infectados pelo Chapare transmitiram o vírus para três médicos colombianos — dois deles morreram, assim como um dos pacientes. O fato levou os pesquisadores a afirmarem que a transmissão deve ter ocorrido por fluidos corporais.

No caso de uma pandemia, os vírus transmitidos por fluidos corporais costumam ser mais fáceis de serem controlados do que aqueles transportados pelo ar, como o novo coronavírus. No entanto, isso não significa que eles não sejam perigosos, como alertam os cientistas.

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