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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Música de estreia do Killing in a Bad Moon chega às plataformas digitais


Parece que os músicos de rock não param nunca. Podem ter passado por bandas renomadas, por grandes gravadoras, extensas turnês, shows internacionais e toda sorte de aventura boa ou ruim. A banda até encerra atividades, mas o músico não. Ele é persistente (alguns o chamariam de teimoso). Mesmo passando anos longe dos palcos, está sempre tocando ou envolvido em alguma atividade musical. Não há o que mude isso. Deve estar no sangue. Você já deve ter ouvido isso de algum músico. Os integrantes do Killing In a BadMoon se encaixam nessa categoria.

 

Foi tudo culpa de um jornalista!

Por ocasião de uma reportagem, surgiu de forma despretensiosa o embrião do Killing In a BadMoon. Isso aconteceu em um encontro no 92 Graus, um dos palcos mais conhecidos da música underground de Curitiba (no Paraná). Lá estavam integrantes daquelas que foram algumas das bandas mais renomadas da cidade nos anos 90, que vivenciaram importantes episódios da música do Brasil na época e contribuíram com a formação roqueira de milhares de jovens. Todos reunidos para uma foto que ilustrou uma matéria sobre os destinos de cada um daqueles grupos.

 

O guitarrista Nilo Ferreira e o baterista AndreMassad contrariaram a atmosfera nostálgica daquele episódio e em meio a algumas conversas, saíram de lá com a ideia de iniciar algo novo. Nilo foi guitarrista do Boi Mamão. Andre era baterista do ResistControl e puxou para o novo grupo o baixista TonZanoni, com quem tocou na banda Tsunami. Estava formado o triunvirato guitarra-baixo-e-bateria do Killing in a BadMoon.

 

Identidade musical lapidada com o tempo, sem pressa

Assim se passaram os três primeiros anos do grupo, se reunindo frequentemente para ensaiar e compor por mero prazer. Apesar de todos terem vivências extensas no mundo do rock, as referências de cada um eram diferentes. Toda essa bagagem contribuiu com elementos para definir a sonoridade do Killing In a BadMoon.

 

Essa etapa foi muito boa na construção de uma identidade musical para a banda. Como os ensaios são espaçados por conta dos compromissos de todos, a banda demorou um certo tempo pra amadurecer o seu estilo próprio. Desde o primeiro ensaio, sempre surgiram músicas, mas no começo elas carregavam vários elementos daquilo que cada um fazia antes.

 

Segundo os integrantes, de 2016 a 2018 eles experimentaram muitas sonoridades diferentes e a partir de 2019 algumas dessas músicas se demonstraram mais correlatas e a banda criou seu próprio corpo, independente, e que imprimia algo único nas músicas que surgiam a cada encontro. A banda sempre gravou todos os ensaios e posteriormente separavam os melhores momentos para depois ouvir e estudar – um processo eficiente para estruturar as músicas e gerar uma disciplina para dinamizar o processo de composição.

 

O momento certo para a entrada da voz

Mas eles não se contentavam e nem desejavam ser uma banda instrumental. As músicas eram compostas de modo que vocais pudessem ser inseridos em um futuro não muito distante. Afinal não tinham pressa para encontrar um vocalista. Acreditavam que a voz ideal para o Killing in a BadMoon chegaria na hora certa. E chegou.

 

Cassio Linhares vinha de uma longa carreira no mundo da música, iniciada no final dos anos 80, quando já havia subido em um palco e foi aplaudido antes dos 18 anos por plateias cheias de energia em apreciar um bom show de rock autoral. Integrou algumas das primeiras bandas de metal em Curitiba, como Holy Death e ShadesBeforeDawn, passando por outras vertentes do rock pesado. Com o grupo Zeitgeist Co. chegou a morar na Holanda para viver do trabalho da banda.

 

Andre fez um primeiro contato com o cantor e marcou com os demais integrantes da banda para vê-lo ao vivo em um show de reencontro do Zeitgeist Co. Lá fizeram um convite para que ele comparecesse a um ensaio. Quando os quatro músicos se reuniram para tocar pela primeira vez, foi encontro surpreendente, mostrando que o vocalista não entrou para somar, e sim para multiplicar.

 

“O estilo que eles me mostraram foi nada mais do que o estilo em que eu me sinto em casa, aí é meio caminho andado”, comenta Cassio. ”Como tenho muito material ainda guardado, não bastou dois ensaios pra percebermos que a coisa fluía naturalmente”, completa o vocalista, que sempre compôs e cantou em inglês, língua mãe do rock.

 

Uma nova jornada

O Killing In a BadMoon é formado por veteranos do rock, com pelo menos 30 anos de atividades cada um, além de passagens por dezenas de bandas e projetos. O que torna esta experiência mais empolgante é que os quatro músicos não se prendem a tempos remotos e trabalham para que essa união resulte em sonoridades diferentes das que já produziram em suas carreiras.

 

Difícil definir o resultado sonoro em uma classificação estanque. As músicas flutuam por diversas vertentes do rock, sendo perceptíveis elementos do heavy metal clássico ao metal alternativo, garage rock, blues, punk, pós-punk, stoner rock, hard rock sem firulas, psicodelia e até referências menos perceptíveis, mas que fazem parte da vivência dos músicos. As ambiências sonoras proporcionam momentos ora vibrantes e furiosos, ora soturnos e hipnóticos, deixando o ouvinte livre para interpretar as sensações proporcionadas pelas músicas.

 

Essa diversidade de interpretações já nasce na fonte, com cada um dos integrantes apresentando impressões distintas sobre como o Killing in a BadMoon impacta suas vidas e como pode sensibilizar as pessoas que terão a oportunidade de ouvir suas obras.

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