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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Entenda como devem funcionar as escolas cívico-militares no Paraná


 O Governo do Paraná divulgou na segunda-feira (26) uma lista com 215 colégios em 117 cidades que passarão para o modelo cívico-militar a partir de fevereiro de 2021. O número de escolas subiu para 216 por causa da inclusão de mais uma em Paranaguá, no litoral do estado. 


Com o novo modelo, a rotina de alunos e professores dos ensinos fundamental e médio terá mudanças. Confira abaixo as principais:


Gestão

Dois diretores passarão a comandar a escola: um civil, que vai cuidar da parte pedagógica, e um militar da reserva para tratar de questões como disciplina e hierarquia.


Os dois gestores serão escolhidos pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), sem participação da comunidade escolar na escolha.


Segundo a secretaria, o diretor civil é quem terá poder de decisão. A orientação disciplinar deve ser mais rígida, mas não tão severa quanto nos colégios do Exército, por exemplo.


"Nos colégios militares há uma forte tendência para formação para a carreira militar. Não é o caso do cívico-militar. Mas há, sim, um apreço maior, uma formação maior da disciplina, dos valores cívicos", explicou o diretor-geral da Seed, Gláucio Dias.


Uniforme e monitoramento

Os alunos vão passar a usar uniformes específicos, uma farda azul que será fornecida pelo governo.

Haverá monitores militares participando da rotina escolar. Serão de três a cinco policiais da reserva, a depender do tamanho do colégio.


Alunos de escolas cívico-militares no Paraná usarão fardas na cor azul — Foto: Seed/Divulgação

Currículo

O currículo dos estudantes também vai mudar. Eles vão passar a ter uma sexta aula para reforço de matemática, de português e estudo da Constituição Federal, além de bases do direito e cidadania.


Professores da rede estadual continuarão dando aulas nesses colégios, que não terão professores militares.


Ingresso

O governo estadual informou que o modelo é inspirado em colégios militares. Apesar disso, o ingresso nos cívico-militares não terão processo seletivo.


Consulta pública

Pela lei aprovada na Assembleia Legislativa no Paraná (Alep), para a consulta pública - iniciada pelo governo nesta semana - ter validade é preciso a participação de mais da metade da comunidade escolar de cada um dos colégios selecionados.


Nesta quarta-feira (28), a consulta foi prorrogada até a sexta-feira (30). A consulta é presencial, nas próprias instituições, entre 8h e 20h.


Fazem parte da comunidade escolar professores, funcionários e pais de alunos matriculados na instituição. Caso o estudante seja maior de idade (18 anos), também participa da consulta.


Para votar na consulta pública é necessário levar documento pessoal com foto. Recomenda-se que cada pessoa leve a própria caneta.


Pais ou responsáveis votam de acordo com o número de estudantes matriculados sob a tutela na escola, ou seja, uma mãe com três filhos pode votar até três vezes.


G1 PR

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