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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

ENERCONS completa 20 anos mostrando que os investimentos em energia renovável estão recuperando a economia mundial

 Ivo Pugnaloni, presidente do grupo, comenta os desafios do setor, o potencial energético do país e as oportunidades para o mercado brasileiro

 


Curitiba, outubro de 2020 –
 A ENERCONS completa, neste mês de outubro, 20 anos de pioneirismo no Brasil. Entre os seus trabalhos estão cerca de 980 MW de estudos e projetos de geração de energia renovável para 110 clientes em todo o país. Liderada pelo engenheiro eletricista Ivo Pugnaloni, presidente do grupo, a empresa tem hoje sua atuação voltada também para desenvolver seus próprios projetos de geração, de origem hidráulica, eólica e biomassa, como investidor e sócio técnico.

            “Foi um longo caminho, no qual os números mostraram que não vivemos apenas um sonho, mas a realidade. Cada vez vamos depender menos de combustíveis fósseis, que provocam guerras ao caminhar para o seu esgotamento e mais de fontes renováveis que existem em todo lugar e por isso, semeiam a paz e a colaboração”, comenta.

 

Mundo avança na transição para energias renováveis

           

            No próximo ano, pela primeira vez, segundo o Banco Goldmann Sachs, o investimento total em fontes sustentáveis e limpas em todo o mundo irá superar o montante que será investido em petróleo e gás. Para os analistas do banco de investimentos, a mudança de rumo se deve, em parte, pela diferença entre os custos de capital, já que os juros de empréstimos subiram até 20% para projetos de hidrocarbonetos em comparação com as taxas entre 3% e 5% dos projetos de energia limpa, reduzindo a atratividade para investimentos nesse setor, o que pode elevar os preços do petróleo e do gás e, por sua vez, estimular uma transição energética mais rápida. “Segundo as previsões do Goldmann Sachs, o setor de renováveis tem potencial para atrair investimentos de US$ 16 trilhões até 2030 e impulsionar investimentos em infraestrutura de US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões por ano”, explica Pugnaloni, que é um dos fundadores da Associação Brasileira de Pequenas Hidrelétricas e CGHs, tendo sido seu primeiro presidente e ex-diretor da Copel Distribuição e do grupo Copel.

            “No Brasil, por exemplo, falando apenas de hidrelétricas, sem falar da eólica e da solar, mais caras, podemos aproveitar de maneira responsável todo nosso potencial remanescente de quedas d´água, de 140 Gigawatts, - equivalente a 1,5 vezes tudo o que construímos em 150 anos -, sem provocar praticamente nenhum dano à natureza, muito ao contrário, ajudando na sua conservação, considerando o potencial cadastrado pela Eletrobras e Aneel”, diz.

 

Brasil: terreno fértil para a produção de energia sem degradação

 

            Pugnaloni cita o Canadá como exemplo de uso compartilhado dos recursos hídricos por agricultores e populações indígenas, que lá não apenas usam as hidrelétricas para abastecer grandes cidades, mas participam de seus resultados como sócios e investidores. “No Brasil temos milhares de pequenos potenciais, de menos de 5 megawatts, que são as minicentrais ou CGHs, encontrados em quase todos os rincões do Brasil, cujo licenciamento dispensa autorização da Aneel. Elas estão espalhadas em milhares de propriedades rurais e em áreas de reflorestamento, situadas geralmente em locais que precisam de preservação permanente que elas representam para evitar a erosão e a ocupação irregular, as queimadas e a deposição de lixo ou agrotóxicos. Todos esses potenciais são oportunidades para a geração de energias renováveis, pois desde a resolução 482/12 da Aneel, elas já podem ser gerar créditos de energia quando conectadas às redes elétricas de distribuição, tal como as placas solares, mas com a vantagem de gerar muito mais energia, 24 horas por dia”, diz o presidente se o licenciamento ambiental for bem feito”.

Pugnaloni aponta ainda os açudes e reservatórios como muito favoráveis para serem completados com turbinas e geradores, a custos bastante reduzidos, pois suas principais obras de contenção e armazenamento já foram feitas. E diz que as dificuldades de licenciamento ambiental acontecem muitas vezes devido a estudos e projetos em desacordo com normas técnicas bastante razoáveis, mas que foram desobedecidas por razões quase inexplicáveis.

            “No Canadá vemos resultados muito positivos. Eles produzem alimentos por meio do uso múltiplo dos recursos hídricos, tanto para a geração de energia, como para a irrigação e a piscicultura. Isso já pode ser feito no Brasil e nossos agricultores, pecuaristas, madeireiros e reflorestadores têm a seu alcance milhares de oportunidades de gerar energia a baixo custo, em suas próprias terras e ainda usá-las para empreendimentos de irrigação, fruticultura, piscicultura, turismo e lazer. Exatamente como projetamos para nossas PCHs e CGHs no rio dos Patos, no sul do Paraná”, destaca.

            O engenheiro completa avaliado que “todos esses potenciais identificados pela ELETROBRÁS consideram apenas os locais acima de 5MW. Há milhares de outros potenciais menores, ainda não identificados. Quanto aos nossos  indígenas, seguindo o exemplo da tribo dos Paresis, em Mato Grosso, com a PCH Sacre 2, da Brookfield Energia, eles também poderiam receber uma parte receita da produção de energia para aplicar na saúde e na educação superior de seus filhos, como estamos pretendendo fazer nas nossas pequenas centrais Guarani, Kaingang, Marema e Foz do Chapecozinho”, em Santa Catarina, acrescenta.

 

Mercado livre de energia: um suporte à economia sustentável

 

            Ivo lembra ainda que o ambiente de livre contratação, ao economizar mais de 30% na compra de energia, seria o grande financiador do setor renovável, pois permite chegar ao consumidor de maneira direta, muito mais facilmente do que atendendo às exigências do chamado mercado cativo das distribuidoras. “No mercado livre, que é abastecido principalmente por meio de energia renovável hidráulica, de biomassa e eólica, o consumidor industrial pode apenas migrar para reduzir já a sua despesa, sem fazer nenhum investimento, apenas trocando a concessionária por outro fornecedor. Ele vai passar a ser cliente de pequenas usinas que foram construídas por outros empresários e que funcionam dia e noite, tanto nas 8 horas do dia em que existe luz do sol, como nas outras 16 horas em que o sol foi iluminar a China e o Japão, onde são produzidos os painéis e inversores. Assim, o caminho correto devia ser primeiro economizar 30%, sem investir nada, apenas migrando para o mercado livre ou, para aqueles que já estão no mercado livre, comprando a energia com mais concorrentes e usando tecnologia.  E, daí sim, com esse dinheiro economizado, que foi ganho sem investir praticamente nada, apenas comprando melhor a energia no mercado livre, o empresário poderia então decidir como investir na forma de gerar energia que ela ache melhor, fazendo antes todos os cálculos comparativos para não ter que se decidir pela emoção ou pior ainda, pelo modismo”, conclui Pugnaloni.

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