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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Alerta! Queda na temperatura e demora na busca por atendimento aumentam riscos de infarto e AVC

As doenças cardiovasculares são responsáveis por mais de 30% dos óbitos registrados no País, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Neste período do ano, vale um duplo alerta: o frio aumenta os riscos de infarto e AVC e, além disso, devido ao medo da contaminação pela COVID-19, os pacientes estão adiando exames e consultas e evitando ir a uma unidade de pronto atendimento.

De acordo com Gustavo Lenci Marques, cardiologista do Hospital Champagnat, o aumento no risco de infartos e de AVC em temperaturas baixas acontece por uma adaptação do corpo ao frio e pela mudanMarcelino ça de hábitos físicos e alimentares. “O corpo responde ao frio fechando os vasos, fazendo um processo chamado de vasoconstrição. Ou seja, nossos vasos sanguíneos ficam mais fechados, o que gera uma resistência maior para o coração bombear o sangue. Além disso, as pessoas praticam menos atividades físicas e a dieta passa a ser mais rica em gorduras e com mais sódio”, disse o cardiologista em entrevista à Banda B.

A recomendação é que, ao sentir sintomas como dor no peito e falta de ar exacerbada, o paciente procure imediatamente um pronto atendimento, desta forma reduzindo os danos ao coração e o risco de morte. Com a pandemia do coronavírus, houve uma queda de 50% nos atendimentos nos hospitais. “Você não pode minimizar os sintomas e deixar de procurar o atendimeto. Em um infarto, cada minuto que passa é um pouco do coração que está morrendo. Mesmo se você se recuperar, poderá ficar com sequelas para sempre”, afirmou Marques.
Para garantir maior tranquilidade ao paciente, os hospitais tomaram uma série de medidas, mas ainda assim pessoas não se sentem seguras em irem até eles, o que pode causar grandes problemas. “Eu falo que só vamos ter o real impacto da pandemia daqui a um ano, quando tivermos o total da mortalidade no período. Porque a gente vê mortes indiretas de pessoas que deixaram de procurar o atendimento ou em alguns locais em que o sistema de saúde não teve capacidade de atender quem teve outras doenças que não o coronavírus”, concluiu.

Segundo os especialistas, as principais recomendações nessa época mais fria do ano são praticar atividades físicas, evitar a exposição desprotegida ao frio excessivo, manter hábitos de vida saudável e continuar com a proteção à COVID-19, como uso de máscara em locais públicos e evitar aglomerações em ambientes fechados.
Banda B

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