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domingo, 5 de abril de 2020

Uso de máscaras passa a ser obrigatório em Guarapuava

Com a pandemia do Covid-19, a procura por produtos de proteção individual como máscaras de proteção aumentou e o resultado não poderia ser diferente: há escassez desses equipamentos. Sabemos que sua busca não é à toa. Segundo uma pesquisa da Johns Hopkins University, países como Japão, que adotaram a utilização do produto, conseguiram controlar a disseminação do vírus 25 dias após a confirmação do centésimo caso.
“As pesquisas têm apontado que a utilização da máscara impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física que vem auxiliando na mudança de comportamento da população e diminuição de casos” explicou enfermeira da seção de vigilância sanitária, ambiental e de saúde do trabalhador da 5ª Regional de Saúde, Ana Carolina Geffer Dalla Vecchia.
O fator adverso deste cenário é que o consumo acelerado de máscaras cirúrgicas com registro tem deixado os profissionais de saúde que estão expostos, diariamente, ao vírus, desabastecidos desse equipamento de proteção. Por isso, a orientação do Ministério da Saúde é que máscaras cirúrgicas e N95/PFF2 sejam priorizadas para uso dos profissionais, garantindo a manutenção dos serviços de saúde.
Para a população em geral, há uma alternativa que pode garantir sua proteção: é a produção de máscaras caseiras. Feitas de forma artesanal, elas não fornecem proteção adequada para a equipe médica, que está na linha de frente de combate ao vírus, mas também são capazes de reduzir a propagação de gotículas de pessoas infectadas, por isso, são indicadas para população em geral.
“É importante que tenhamos uma arma para nos defendermos quando precisamos sair de casa. Com uma simples tosse ou espirro, as gotículas voam longe e a máscara vem pra impedir que essas gotículas se espalhem, diminuindo a propagação do vírus”, explicou Moema de Fátima Champoski, voluntária na produção de máscaras que já são entregues em hospitais, cooperativas, associações e Polícia Militar de Guarapuava.
É importante ressaltar que as máscaras, apesar de parcialmente eficazes no controle da disseminação do vírus, não eliminam todos os riscos e, por isso, as medidas básicas de prevenção como isolamento social, higiene das mãos com água e sabão ou solução antisséptica, etiqueta respiratória, distanciamento entre pessoas e manutenção de ambientes arejados devem continuar intensamente.
COMO FAZER MÁSCARAS CASEIRAS:
O Ministério da Saúde divulgou um manual de como fazer as máscaras caseiras, com as seguintes especificações para que a proteção seja eficaz:
- As máscaras podem ser feitas com tecidos como algodão, tricoline, TNT ou outros materiais, disponíveis em mercados e farmácias;
- O equipamento deve ter pelo menos duas camadas de pano;
- É importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca, fazendo com que o pano esteja sempre protegendo a boca e o nariz, sem deixar espaços no rosto;
- O uso precisa ser individual;
- Devem ser fabricadas nas medidas corretas, cobrindo totalmente o nariz e a boca, sem deixar espaços laterais;
- A máscara deve ser usada sempre que o indivíduo sair de casa. Deve haver também pelo menos uma reserva e uma sacola para guardar a máscara suja, quando for preciso trocar;
- O equipamento de proteção deve ser utilizado por no máximo duas horas ou até que esteja úmida;
- Segundo o Ministério, a higienização deve ser feita com água e sabão ou água sanitária na lavagem após o uso.

Fonte:Gmais



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