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terça-feira, 14 de abril de 2020

Paraná enfrenta uma das piores estiagens dos últimos anos


O Paraná sofre com uma das piores estiagens dos últimos anos. Muitas regiões já estão sofrendo com o racionamento de água, como em Curitiba e Região Metropolitana, e a produção de energia também está comprometida, com usinas atuando com metade da capacidade. O momento pede que as pessoas economizem água, mesmo precisando manter a atenção redobrada para a higiene por causa do novo coronavírus.

O Rio Paraná, na fronteira com o Paraguai, reflete a seca. Na região, quase não passa mais água debaixo da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu. Em um dos pontos, onde as pessoas agora atravessam a pé, antes só era possível de barco. Embarcações e jet skis que afundaram, estão até sendo vistas novamente. No começo do mês, a baixa vazão proporcionou um cenário diferente das Cataratas do Iguaçu.

O baixo volume do rio afetou a produção da Usina de Itaipu, que está operando apenas com a metade da capacidade. Outras seis hidrelétricas do Paraná também estão com operação reduzida, mas segundo o operador nacional não há risco de desabastecimento, porque o sistema é integrado e outros estados garantem a geração de energia para todo o país.

Racionamento de água

Já o abastecimento de água começa a ter problemas. A terra seca onde antes existia água, na represa do Passaúna, que abastece um milhão de pessoas na grande Curitiba, é um reflexo do problema. O reservatório já perdeu 40% da capacidade e, por isso, já há racionamento.

Um rodízio de fornecimento de água já atinge a região metropolitana de Curitiba há três semanas. “Recomendamos um consumo econômico, que as pessoas priorizem a higiene pessoal, sobretudo nesse momento de pandemia, e também alimentação. Evitem o desperdício, como usar água potável para lavar calçadas, lavar carros, e também pequenas ações individuais como banhos mais curtos”, disse Fábio Basso, gerente de produção Companhia Saneamento Paraná, a Sanepar.

Previsão não é boa!

E é melhor economizar mesmo. Principalmente porque a previsão não é nada boa: segundo os meteorologistas, não vai chover o suficiente para recuperar os reservatórios, pelo menos nos próximos três meses.

Fonte: RIC MAIS

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