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sábado, 18 de abril de 2020

Menos da metade dos adultos brasileiros adota todas as medidas de prevenção ao coronavírus

Menos de metade da população adulta do país adota todas as medidas ideais de prevenção ao novo coronavírus, como evitar aglomerações, manter o distanciamento de pessoas com sintomas, lavar frequentemente as mãos e adotar práticas de “etiqueta respiratória”, como cobrir a boca com o braço ao tossir e espirrar.
Os dados, divulgados na noite desta sexta-feira (17), abrangem os primeiros resultados da pesquisa Vigitel Covid-19, feita pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais. O objetivo é descrever padrões de comportamentos de risco e proteção para a doença no país.
Para calcular o que chama de “prevenção ideal” para o coronavírus, a pasta considerou o conjunto de pessoas com mais de 18 anos que afirmou, em entrevista, adotar todo o conjunto de práticas recomendadas.
Segundo o ministério, 36,7% da população adulta disse adotar todas as práticas. Entre homens, o índice foi pouco menor, de 33,3%. Já entre mulheres, foi de 39,9%. Os dados foram divulgados em boletim epidemiológico da pasta.
Nesta primeira etapa da pesquisa, foram ouvidas 2.000 pessoas, distribuídas em diferentes regiões do país, entre os dias 1º e 10 de abril. A metodologia utilizada se baseia em amostras probabilísticas da população adulta com posse de, pelo menos, uma linha de telefone celular.
Foram usados fatores de ponderação para que os dados coletados pudessem representar as macrorregiões e o Brasil, informa o documento. O intervalo de confiança é de 95%.
Segundo o ministério, o percentual da população que afirma lavar as mãos com frequência foi de 82,7%. Já quando observados as práticas complementares de higiene, como não compartilhar objetos pessoais, o índice cai para 66,3%. A pasta, no entanto, não divulgou os dados completos de todas as variáveis pesquisadas.
No levantamento, o ministério também questionou a adesão a medidas de isolamento – considerado na abordagem como evitar sair de casa sempre que possível, evitar aglomerações ou frequentar lugares muito cheios e evitar contato próximo com outras pessoas, como cumprimentos e abraços. Neste caso, o percentual de adultos que preferiram realizar medidas de isolamento social foi de 90%. A pesquisa, no entanto, usou respostas estimuladas e abordou um conceito amplo de isolamento.
Em São Paulo, dados de um sistema de monitoramento do governo estadual com base em dados de celulares apontavam percentual de isolamento de 49% nesta quinta (16). A adesão ideal é de 70%.
Em outra frente, o ministério também questionou quais os principais meios usados pela população para obter informações sobre a Covid-19. Televisão foi o maior percentual, com 94,2%. Em seguida, vem a internet e redes sociais, com 93,9%, seguido de rádio, com 62,3%, e jornais impressos (51,8%).
Já o menor índice foi para canais oficiais do Ministério da Saúde, com 44,3%. Neste item, segundo a pasta, o índice aumenta entre a população mais jovem, chegando a 52% entre aqueles entre 18 e 34 anos.
Ainda de acordo com a pasta, uma nova etapa de avaliação está prevista para 25 de abril a 4 de maio.
Fonte:Banda B

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