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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Justiça proíbe cultos de Malafaia e ele diz que decisão é “absurda” e “vergonha”

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o pastor Silas Malafaia não realize cultos em suas igrejas, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo. A decisão do desembargador Agostinho Teixeira ocorreu na última quinta-feira, 9. O magistrado acolheu um pedido do Ministério Público estadual e estabeleceu uma multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento.
Em entrevista exclusiva a VEJA, Malafaia afirma ser “absurda” e uma “vergonha” a proibição. O religioso alega que, desde 19 de março, não abre mais as portas dos templos aos fiéis para evitar aglomeração em meio à pandemia de coronavírus.
“É (uma decisão) absurda. Ninguém pode ser processado duas vezes”, ressaltou Silas Malafaia. “É uma vergonha. O processo foi redistribuído. O desembargador não teve nem o trabalho de ver que já havia uma decisão”, completou o pastor, lembrando que o seu advogado só conseguiu acesso ao texto na tarde desta sexta-feira.
Multa
Na decisão, o desembargador Agostinho Teixeira, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, proíbe os cultos e impõe multa de R$ 100 mil para cada dia de descumprimento.
Ao decidir, o magistrado ressalta que no momento de distanciamento social que estamos vivenciando, a arte e o lazer também poderiam ser considerados indispensáveis.
“Não se está a discutir neste processo se a fé é essencial a existência humana nem se os templos prestam serviços imprescindíveis. O que se debate é a possibilidade de uma limitação temporária de parte desses serviços”, anotou.
No dia 19 de março, o juiz Marcello de Sá Baptista, do Plantão Judiciário do Rio, suspender os cultos da Assembleia de Deus Vitória em Cristo em todo o Estado.
A ação civil pública havia sido proposta no mesmo dia pelo Ministério Público do Rio de Janeiro após Malafaia publicar vídeo dizendo que não pararia as atividades de sua igreja, mesmo após recomendações de autoridades para que se evite a realização de eventos com aglomerações de pessoas, como parte das medidas necessária para se conter a contaminação pelo novo coronavírus.
Fonte:Banda B

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