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segunda-feira, 13 de abril de 2020

“Abril Verde” reforça cuidados com a segurança do trabalhador em meio à pandemia

De acordo com levantamento do Observatório de Segurança e Saúde, nos últimos anos, Guarapuava tem registrado cada vez menos acidentes no ambiente de trabalho 

Estamos no Abril Verde, mês voltado à segurança do trabalhador. A campanha busca a conscientização de trabalhadores e empregadores quanto à melhoria das condições de trabalho, a redução dos acidentes e os agravos à saúde do trabalhador, além de mobilizar a sociedade para prevenção das doenças que ocorrem em decorrência do trabalho.  
Segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), no Brasil, em 2018 (último ano da pesquisa), ocorreram 623,8 mil acidentes de trabalho entre a população com vínculo de emprego regular e cerca de 2 mil óbitos, um crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior que registrou 549,4 mil acidentes de trabalho. No Paraná, foram 48,8 mil notificações de acidentes de trabalho em 2018, sendo que desse total, 197, terminaram em óbitos.  
O maior número de notificações de acidentes de trabalho no período, 3,3 mil, ocorreu nas indústrias de abate de suínos, aves e outros pequenos animais. No topo do ranking também estão notificações de acidentes ocorridos nas áreas da saúde e da construção civil. Os acidentes de trabalho em 2018 geraram no Paraná a expedição de 9,8 mil concessões de benefício previdenciário de auxílio-doença e 596 concessões de aposentadoria por invalidez.  
Em Guarapuava, os acidentes de trabalho diminuíram nos últimos cinco anos, conforme é possível visualizar na tabela: 

Ano Número de acidentes de trabalho 
2014 718 
2015 656 
2016 633 
2017 574 
2018 554 
Fonte: Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho/ Dados de Guarapuava  

De acordo com dados do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), a regional Guarapuava conta, atualmente, com 205 Engenheiros de Segurança cadastrados. Em todo o Paraná, são 6.698 profissionais registrados nessa modalidade.  
"A conscientização dos gestores em relação ao bem-estar dos trabalhadores tem contribuído para que mais ações de segurança do trabalho sejam promovidas nos diversos ambientes, dentro da indústria, do campo, na construção civil. As medidas adotadas nestes ambientes ajudam na prevenção de acidentes, pois os colaboradores passam a utilizar os equipamentos de proteção individuais e coletivos, sob a orientação dos Engenheiros de Segurança do Trabalho", afirma o Gerente da Regional Guarapuava do Crea-PR, Engenheiro Eletricista Thyago Giroldo Nalim.  
O Engenheiro de Segurança do Trabalho e Inspetor do Crea-PR em Laranjeiras do Sul, Evandro Tessaro, explica que no atual momento da pandemia da Covid-19 as empresas estão reforçando os cuidados com a segurança para evitar a contaminação e propagação do vírus no ambiente de trabalho. 
“A função do Engenheiro de Segurança do Trabalho neste momento é a de planejar opções, orientar o empregador e o empregado, e fiscalizar para que as orientações sejam cumpridas. Em casos em que não é possível o home-office, é de grande importância que o empregador forneça as condições sanitárias necessárias aos funcionários, principalmente os equipamentos de proteção individual (EPIs). Este é um momento delicado onde deve-se ter total cuidado com as informações a serem repassadas dentro do ambiente de trabalho, pois é um acontecimento novo em nossa rotina, por isso, os Engenheiros devem estar sempre atentos as orientações da Organização Mundial da Saúde”, explica. 

Falta de EPIs 
No Brasil e no mundo, profissionais da área da saúde são hoje os mais atingidos pela pandemia, pelo contato direto com pacientes infectados. O número crescente de atendimentos tem gerado a falta de insumos para esses profissionais.  
“A grande dificuldade que as empresas enfrentam neste momento é o desabastecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), principalmente nos hospitais, como luvas, máscaras, protetores faciais, toucas e outros. Por isso, as empresas estão buscando fornecedores de EPIs em grupos nas redes sociais e outras alternativas, como novos fornecedores”, explica o presidente da Associação Paranaense de Engenheiros de Segurança do Trabalho (Apes), Roberto Serta, reiterando que as empresas precisam ficar atentas às recomendações de adquirir apenas EPIs homologados, e que o uso de máscaras caseiras, de pano, “são medidas recomendadas apenas para o cidadão comum. O trabalhador que está exposto ao risco biológico tem que utilizar um EPI homologado pelo fabricante”, alerta o presidente da Apes.  

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