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terça-feira, 17 de março de 2020

Hidrelétricas Salto Osório e Salto Santiago enfrentam estiagem


A estiagem dos últimos meses no Paraná tem afetado o nível dos reservatórios e a geração de energia nas duas usinas hidrelétricas da ENGIE Brasil Energia, localizadas na Bacia do rio Iguaçu, Salto Santiago (UHSS, com capacidade instalada de 1.420 MW) e Salto Osório (UHSO, capacidade instalada de 1.078 MW), mas não há risco de desabastecimento da população. Uma equipe da companhia faz o monitoramento permanente dos reservatórios, para promover o salvamento de peixes (quando necessário) e avaliar outros impactos ambientais.

Nesta segunda, 16 de março, às 13h, a UHSS operava com potência de 540MW e seu reservatório atingiu a cota de 485,05 metros, correspondente a 12,74% do volume útil de água disponível para geração. Esta cota está próxima à menor marca histórica, registrada em 12 de julho de 2006: 484,11 metros, 9,63%. Já a cota do reservatório da UHSO, operando nesta segunda com potência de 133 MW, era de 396,55 metros, ou 93,78% do volume útil. A mínima registrada foi de 391,99 metros (34,9%), em 26 de maio de 2014.

“A variação irá depender das próximas chuvas e da demanda da energia”, diz o gerente da Regional do Rio Iguaçu da ENGIE, Marcelo Schultz. Ele explica que, apesar da situação climática preocupante, não houve interrupção na geração, e que o montante de energia gerada pelas duas hidrelétricas obedece à programação do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS. “O Sistema Elétrico Nacional é praticamente todo interligado, portanto a energia gerada em uma região pode ser transmitida para outra”.

O principal problema provocado pela estiagem às usinas está relacionado à formação de bolsões em locais específicos dos reservatórios, onde pode haver aprisionamento e mortandade de peixes. Para evitar isso, a equipe de vigilância ambiental da ENGIE realiza inspeções contínuas por água e terra nos pontos

mapeados com possibilidade de formação de bolsões no reservatório. Quando há presença de peixes aprisionados, eles são coletados e em seguida soltos no leito original do rio.

Também são verificados outros aspectos ambientais como a formação de algas, macrófitas aquáticas, lançamento de efluentes domésticos e industriais, corte irregular de vegetação, construções irregulares e revolvimento de solo nas margens. Todas as ocorrências são comunicadas aos órgãos competentes. A empresa mantém três programas de monitoramento nos dois reservatórios: qualidade da água e ictiofauna; reflorestamento com espécies nativas, e vigilância ambiental e sócio patrimonial, além de eventos de educação ambiental voltados para a comunidade.

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