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quinta-feira, 12 de março de 2020

Confirmado 2º caso de cura do HIV da história

Se a cura da aids, em algum momento, pareceu algo inalcançável, essa perspectiva está cada vez menos distante. Isso porque um paciente portador do HIV que foi submetido a um transplante de células-tronco está curado, tornando-se o segundo no mundo a se recuperar da síndrome. O anúncio foi feito nesta terça-feira (10) pelos médicos do venezuelano Adam Castillejo, 40 anos, que ficou conhecido como "paciente de Londres".

A boa notícia vem quase 10 anos após o primeiro caso confirmado de um paciente com HIV que conseguiu se livrar do vírus. O paciente não apresenta os sinais do vírus há 30 meses, segundo os resultados publicados na revista The Lancet HIV. 
Em março do ano passado, o professor Ravindra Gupta, da Universidade de Cambridge, anunciou que o homem diagnosticado soropositivo em 2003 estava em remissão, não mostrando sinais do vírus havia um ano e meio. O médico pediu cautela, porém, e insistiu no termo remissão – e não cura –, pedindo mais tempo. No entanto, um ano depois, sua equipe deu esse passo para confirmar o novo status.
"Sugerimos que nossos resultados representam uma cura do HIV", escrevem os médicos, depois de testarem amostras de sangue, tecido e esperma.
Transplante de medula
Assim como o "paciente de Berlim", o americano Timothy Ray Brown considerado curado em 2011, esse "paciente de Londres" foi submetido a um transplante de medula óssea para tratar um câncer sanguíneo e, assim, recebeu células-tronco de doadores portadores de uma mutação genética rara que impede o HIV de se estabelecer, o CCR5.
O fato de a cura do paciente de Berlim ter permanecido única por mais de 10 anos sugeriu a alguns que era apenas um golpe de sorte. "Nossas descobertas mostram que o sucesso do transplante de células-tronco como tratamento para o HIV, relatado pela primeira vez há nove anos para o paciente de Berlim, pode ser replicado", afirmam os pesquisadores, segundo a agência AFP. Eles agora esperam obter outros casos de sucesso.
Quem é ele
Embora os médicos não pudessem, por questão ética, revelar o nome do paciente, ele mesmo decidiu revelar sua identidade esta semana, em uma entrevista ao jornal The New York Times. "Quero ser um embaixador da esperança", afirmou Adam Castillejo, que cresceu em Caracas, na Venezuela.

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