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Principais erros de gestão em casos de empresas familiares

Segundo dados do portal Exame, aproximadamente 90% das empresas são formadas por membros de uma mesma família. A cada 100 empresas dessa modalidade, apenas 30 chegam à segunda geração e menos de 10% sobrevirão à quarta.

Segundo o consultor empresarial, Marcelo Viana, da T4 Consultoria, há alguns erros frequentes de gestão quando se trata de empresas familiares que podem ser evitados para que o negócio avance no mercado. “Um dos primeiros problemas que surgem é a intimidade do convívio familiar que acaba prejudicando a organização da empresa”, alerta.

Uma das principais dificuldades está em estabelecer os limites entre os relacionamentos pessoais e profissionais. Alguns erros, quando corrigidos ou evitados, podem ditar o sucesso em caso de empresas familiares. Confira.

Erros de gestão em Empresas Familiares

Ausência de regras claras – Como já mencionado, a intimidade do convívio familiar pode afetar o bom andamento do negócio, mas unido a isso, a falta de disciplina é outro fator que pode prejudicar as empresas familiares. “As interações entre os familiares, conforme aumentam, podem gerar conflitos, o que não só desequilibra as relações entre os entes, mas os processos internos do negócio”, alerta o consultor;

Contas pessoais e contas da empresa misturadas – Apesar de esse ser um problema entre muitas pequenas empresas, é recorrente em empresas familiares. Pode surgir a ideia de que tudo pode ser usado em prol da família. “É fundamental que as contas sejam separadas e que se defina uma retirada mensal”, orienta o especialista;

Sucessão não planejada – A sucessão familiar é outro assunto importante quando se trata de empresas familiares. A sucessão do fundador diz muito sobre o futuro da empresa familiar. O fundador confere ao negócio a sua identidade. O afastamento do fundador pode levar o negócio a uma espécie de descaracterização (perda de identidade). Essa é uma decisão que deve ser tomada com base na racionalidade e muita análise.

“A empresa é constituída sem prazo de validade, devendo portanto, o empresário promover essa transição de forma profissional, com planejamento e os entes preparados não apenas por ser um membro da família”, acrescenta Viana.

Não ter acordos em forma de contrato – Quaisquer acordos em empresas familiares devem ser transformados em documentos por escrito. As conversas em tom informal não podem ser consideradas contratos ou acordos;

Falta de especializações e experiência – Quando se trata de empresas familiares é comum que tenham o auxílio de pessoas próximas, sendo assim, a falta de experiência se torna não muito importante. “É fundamental que os membros da família que compõem a gestão do negócio reciclem os conhecimentos, que adquiram experiência, que não se fiem em orientações de ‘conhecidos'”, alerta o consultor;

Problema do poder centralizado – Geralmente em empresas familiares o poder é centralizado no fundador, o principal responsável pelas tomadas de decisão, que coordena todas as atividades do negócio. “Mas esse modelo de gestão não é saudável para a organização. É fundamental que o fundador da empresa delegue tarefas e tenha estabelecida uma hierarquia”, acrescenta;

Excesso de conservadorismo – O conservadorismo pode ser um obstáculo ao desenvolvimento de qualquer negócio, mas quando se trata de empresas familiares, pode representar falta de inovação, o que prejudica o desenvolvimento da empresa;

Ausência de Planejamento – Em empresas familiares outro problema que costuma ser corriqueiro é a falta de planejamento, principalmente na tomada de decisões, o que pode gerar para os negócios muitas consequências negativas;

Conflitos pessoais – No caso das empresas familiares, o problema pode gerar muitas más consequências, já que as pessoas são muito próximas e esses conflitos podem até vir a interferir diretamente na gestão da empresa, sendo de conhecimento dos colaboradores, o que pode afetar o clima organizacional. “Quaisquer tipos de conflitos pessoais devem ficar de fora da empresa, é preciso ter esse equilíbrio e cuidado redobrado”, salienta Viana.

Não procurar auxílio – Em casos de problemas em qualquer área do negócio, é comum que empresas familiares evitem pedir ajuda: “Um erro comum é que os gestores enxerguem os problemas, mas prefiram resolvê-los sozinhos, sem procurar ajuda especializada, o ideal é que se procure a ajuda de uma consultoria empresarial experiente assim que o problema surgir”, finaliza o consultor.

Papéis não definidos da família dentro da empresa  –  É quando há falta de clareza e objetivo no Organograma diretivo da empresa. Falta por por parte de cada membro um entendimento sobre suas atribuições, entregas com prazos, objetivos e responsabilidades no negócio.
Cantu em Foco

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