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sexta-feira, 10 de maio de 2019

Workshop do Sicredi atualiza associados sobre o cenário econômico e modalidades de investimentos


Ministrado por economistas do Sistema Sicredi, o evento realizado em Laranjeiras do Sul reuniu cooperados de 15 cidades da região


O Brasil entrou em 2019 com um novo governo e novos desafios. O principal deles é recuperar o crescimento econômico com a aprovação de reformas e com ajustes nas contas públicas. No cenário mundial, a expectativa é atrair investimentos, mas principalmente manter a boa relação comerciais com todos os países. Para analisar esse cenário e apontar os possíveis caminhos para a retomada do crescimento, a Sicredi Grandes Lagos PR/SP, na terça-feira (7), promoveu em Laranjeiras do Sul o 1º Workshop de Investimentos para associados convidados de 15 cidades da região.

O evento teve a presença de mais de 120 associados de diferentes segmentos da região, e buscou mostrar informações sobre o cenário econômico do país, além de opções de investimentos que o Sicredi oferece ao seu público e perspectivas para o futuro. Também participaram o vice-presidente da cooperativa, Volmar Dallastra, conselheiros, diretores, gerentes e assessores do Sicredi.

Na avaliação do Diretor Executivo da Sicredi Grandes Lagos, Jardiel Cherpinski, que representou o presidente Orlando Muffato que estava em outra agenda de trabalho do Sicredi, com muita informação de qualidade, os palestrantes explicaram como funcionam os investimentos na prática. “Foi um evento de relacionamento com o associado importante para refletir e compreender melhor o cenário econômico e quais os rumos da economia do país e do mundo. Também serviu para o associado conhecer mais o portfólio de produtos que o Sicredi oferece na linha de investimentos, suas vantagens com segurança e rentabilidade”, declarou. 


ESPECIALISTAS
Os economistas Ederson Schumanski e Cassio Xavier foram responsáveis por fornecer as perspectivas de mercado aos convidados. Ederson é mestre pela UFRGS e trabalha desde 2015 no Sicredi, na área de análises econômicas, mantendo a cooperativa entre as maiores neste quesito, segundo o Banco Central, Ministério da Fazenda, Grupo do Estado de São Paulo e Bloomberg.

Cassio Xavier é graduado na UFRGS e atua no Sicredi desde 2008, como trader de gestão de recursos, foi analista de fundos de investimentos na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados de Capitais (ANBIMA) e atua hoje como trader na gestora de recursos do Sicredi.

O administrador de empresas Christian Dohnert também participou das palestras, graduado pela UFRGS e pela Lynn University (EUA), também possui especialização em economia em finanças pela UFRGS.








PERSPECTIVAS
O economista Ederson Schumanski fez um panorama geral da recessão brasileira e sua lenta recuperação, explicando que o Brasil só deve retomar o crescimento com ajustes nas contas públicas, sinalizando aos investidores que o país é uma boa oportunidade de investimento e que conseguirá pagar suas contas.”O Brasil passará por uma série de reformas moderadoras, com essas reformas mantemos uma taxa de câmbio estável e não teremos uma alta nos preços dos produtos importados”, diz.

Cassio Xavier discorreu sobre a rentabilidade dos investimentos no país, explicando que com uma taxa SELIC de 6,5%, possuir rentabilidades de 1% ao mês é um propósito cada vez mais desafiador com baixo risco. Em seu tempo de fala, abordou a economia internacional, que segundo ele sofre uma desaceleração, citando como pontos chaves a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que segundo ele vai impactar diretamente nas exportações brasileiras de Soja e Suínos.

Christian explicou que os investimentos devem ser feitos de modo a garantir uma segurança aos investidores. “Não adianta você fazer um investimento e não conseguir dormir à noite, por isso é fundamental descobrir o seu perfil e o risco que você aceita correr para obter um retorno”, aconselha.

SOJA 
O aumento nas taxas de juros americanas e os bloqueios comerciais impostos pelo governo de Donald Trump poderiam elevar uma alta no preço da soja, pela falta de negócio entre as duas potências – Estados Unidos e Chinas -, no entanto, a desaceleração da economia global levará à uma demanda ainda menor da China, pois seu crescimento está diminuindo, segundo Cassio.

SUÍNOS
A peste suína na China tornou-se uma oportunidade para os criadores, segundo o G1, foram abatidos cerca de 1 milhão de porcos, consequentemente a China terá de exportar mais carne suína e frango do Brasil. Segundo Cassio, essa demanda será responsável por uma alta nos preços nacionais, no entanto, o Brasil não possui animais suficientes para cobrir a demanda da China.


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