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Mulheres vítimas de ciclone em Moçambique são estupradas em troca de pacote de arroz

Vítimas do ciclone Idai que devastou Moçambique e deixou mais de 800 mortos na África estão sendo forçadas a trocar sexo por comida. A denúncia foi feita por uma voluntária da ajuda humanitária à organização Human Rights Watch (HRW). De acordo com a denunciante, mulheres são forçadas a fazer sexo em troca de um pacote de arroz, por exemplo. Em algumas aldeias, crianças e mulheres estão sem comida há dias. Além disso, líderes das comunidades atingidas estariam extorquindo o dinheiro das vítimas para colocá-las na listagem da ajuda humanitária. “[As mulheres] estão dispostas a fazer qualquer coisa por comida, inclusive dormir com homens que são responsáveis pela distribuição de alimentos”, contou. Dewa Machiga, representante de HRW na África, disse que o caso deverá ser investigado “imediatamente pelas autoridades” e defendeu a punição para aqueles que estiverem explorando e abusando as mulheres.

 A Organização das Nações Unidas (ONU) também investigará o caso, segundo a Reuters. Em comunicado, a ONU afirmou que “tem um política de tolerância zero com exploração ou abuso sexual”. “Não é, e nunca será, aceitável que qualquer pessoa em uma posição de poder abuse dos mais vulneráveis, ainda mais em sua hora de maior necessidade”, disse no comunicado para a Coordenação de Assuntos Humanitários. Ciclone Idai Em 14 de março de 2019, o Ciclone Tropical Idai atingiu a costa moçambicana perto da cidade da Beira, trazendo chuvas fortes que deixaram aldeias inteiras alagadas nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia, devido à subida das águas. Segundo a ONU, milhares de pessoas foram deslocadas das suas casas e mais de 1,85 milhões precisam urgentemente de assistência. A maioria são crianças e mulheres. 


 Com HRW Brasil
Cantu em Foco

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