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Delegada diz que faltam elementos para prisão de jovem que espancou namorada

A Delegada Ana Elisa Gomes da Deam (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher), responsável pelas investigações do rapaz que espancou a namorada, informou na quarta-feira (26) que não há elementos que necessários para a prisão de Victor Junqueira de 24 anos, acusado de agredir a namorada de 26 anos em na madrugada de sexta-feira, 14 de dezembro, em Goiânia, no estado de Goiás. 

Segundo Ana Elisa Gomes, o inquérito foi concluído na sexta-feira, 21 de dezembro, e agora encaminhado ao poder judiciário para avaliação. "A vítima já foi orientada sobre as medidas protetivas de urgência durante o processo de investigação", descreve. 

Ana Elisa conta que Victor foi ouvido pela Polícia, mas o caso está sendo tratado com discrição pelo fato do constrangimento da vítima. No entanto, a delegada afirma que não há elementos para a prisão preventiva do agressor. "Ele não está prejudicando o trabalho dos investigadores ou praticando outros crimes contra a vítima. O fato não foi em flagrante, ele tem residência fixa e compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, portanto não ocorrerá a prisão por hora", explicou.
A prisão preventiva só será decretada caso o agressor difame ou desqualifique a vítima na internet, ou ainda perturbe o trabalho de investigação da equipe, ai sim ele poderá ser preso. 

O caso

No dia 14 de dezembro, a advogada de 26 anos filmou as agressões sofrida no quarto em que estavam sem que o namorado soubesse. As imagens foram gravadas no apartamento da vítima no Setor Marista, Goiânia. A ocorrência policial foi registrada no dia seguinte. A vítima, em depoimento, relatou à Polícia, que namora o autor das agressões há três anos e as agressões eram recorrentes. 

O vídeo que ganhou grande repercussão nas redes sociais é chocante. Em uma das partes, a vítima pede para que o jovem para de agredi-la, ou acabaria matando-a. "Você vai me matar desse jeito", exclama. À Polícia Civil, a vítima relatou ter sido agredida com socos, tapas, chutes e estrangulamento, além de xingamentos.
Redação Catve.com/ Mais Goiás
Cantu em Foco

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