Paraná

Conversas de Whatsapp apontam que filha de suspeito fez contato com família de jogador

Conversas de Whatsapp obtidas com exclusividade pela Tribuna do Paraná mostram que Allana, Brittes, 18 anos, não só conhecia o ex-jogador Daniel Corrêa de Freitas, 24, como também teria mantido contato com a família dele horas após a morte do jovem. O corpo de Daniel foi encontrado em um matagal de uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no último sábado (27). Edison Brittes, pai de Allana, foi preso após confessar o crime, alegando que estaria defendendo a esposa, Cristiane Brittes de uma tentativa de estupro por parte de Daniel, na casa da família em uma confraternização realizada depois da festa de 18 anos da jovem em uma casa noturna.


Conforme confissão do próprio Edison, ele teria agredido Daniel em sua casa e depois levado para o matagal onde o rapaz foi encontrado morto. No entanto, os prints das conversas de Whatsapp obtidas pela Tribuna do Paraná mostram que Allana contou outra história para a mãe de Daniel, Eliana Côrrea, afirmando que ele teria saído sozinho de sua casa e que ela e os demais convidados da festa estavam preocupados com o seu desaparecimento. Confira os prints das conversas que foram cedidos à Tribuna do Paraná:
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Acusação séria

O crime aconteceu no último final de semana e foi descoberto quando o corpo de Daniel foi encontrado, no sábado (27), num matagal de uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais. Edison confessou o assassinato, mas, orientado por seu advogado, Claudio Dalledone Junior, alegou que matou o ex-jogador porque o flagrou tentando estuprar a esposa dele.
Nesta quinta-feira (1), menos de uma semana do crime, Edison foi preso e junto com ele também foram detidas a esposa, Cristiane Brittes, e a filha do casal, Allana Brittes, de 18 anos. A defesa divulgou um vídeo, em que o homem confessa o crime e diz que, ao matar Daniel, buscava “defender a honra das mulheres de todo o Brasil”. Ele sustenta a informação de que o assassinato foi motivado por uma tentativa de estupro e diz que a porta do quarto em que Daniel estaria com a mulher estava trancada.

Contradições

Embora a defesa alegue a tese de que o crime foi uma tentativa de estupro, algumas afirmações do empresário começaram a ser colocadas em dúvida depois do testemunho de uma pessoa que estava na casa no dia do crime. Contradizendo pontos importantes da versão do suspeito, essa testemunha disse que a porta do quarto estava trancada com todos os envolvidos no momento das agressões contra a vítima, e não trancada com a necessidade de arrombamento, como Edison afirmou.
A entrevista foi feita pela Rede Globo, em São Paulo, para onde a testemunha foi com medo de ser identificada e perseguida. “Chegando à casa (da família de Allana, ficamos bebendo e comemorando mais, o pai dela tinha convidado a gente para ficar lá, porque ela estava fazendo 18 anos. Um tempo em que estávamos lá, o rapaz sumiu do lugar”, disse. Segundo a testemunha, nesse momento, Edison e outro rapaz entraram na casa. “Passaram uns 10 ou 5 minutos, ouvi muita gritaria e pedidos de socorro para que não acontecesse uma tragédia. Fui pelo lado de fora, pela janela, porque a porta do quarto estava trancada, e avistei o que estava acontecendo. O rapaz estava sendo enforcado, apanhando muito, muito, e nisso entraram mais dois rapazes, ajudaram a bater nele, depois veio mais um rapaz, tiraram ele do quarto e jogaram ele para fora da garagem e continuaram a espancar”, detalhou.
Outra contradição vem da filha de Edison, Allana. Num vídeo divulgado pela defesa da família, a jovem diz que não tinha convidado Daniel para a festa em casa e que conhecia ele há menos de um ano. Apesar disso, uma foto de uma postagem de rede social diz o contrário: no post, Allana está com Daniel numa festa de aniversário dela, de 17 anos, e escreveu: “a nossa foto do meu aniversário do ano passado, a desse ano você não me mandou”.

Fonte:Tribuna PR
Cantu em Foco

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