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Pichadores de suástica em Igreja são militantes anti-Bolsonaro

A Polícia Civil identificou e deteve na quarta-feira (17) dois suspeitos, de 29 e 34 anos, de terem pichado suásticas nazistas na capela de São Pedro da Serra, distrito de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Um terceiro suspeito fugiu da abordagem e depois se apresentou na delegacia com um advogado. Eles prestaram depoimento e foram liberados. Um vídeo com imagens de câmeras de segurança que a polícia teve acesso também mostra os mesmos homens pichando em outros muros e calçadas próximos à capela frases contrárias ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

A polícia chegou até o grupo após ver essas imagens do local. O crime na igreja aconteceu na madrugada de domingo (14) e as pichações na fachada foram removidas na quarta-feira. A linha de investigação trata o crime como preconceito, conforme a Lei 7716/89. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e estão sendo colhidos depoimentos e novas imagens de câmeras de segurança. A pena para este tipo de crime é de 2 a 5 anos de reclusão. Segundo a Polícia Civil, os moradores ajudaram na identificação dos suspeitos e informaram que há uma polarização em torno da campanha presidencial no distrito e que os pichadores resolveram desenhar os símbolos nazistas por causa de convicções políticas.

O terceiro suspeito, de 24 anos, que chegou a fugir e depois se apresentou na 151ª DP. Ele já possui uma anotação criminal por desobediência. Na casa do suspeito de 29 anos foi encontrada um pequena quantidade de maconha e ele também foi autuado por posse e uso de entorpecente. A capela de São Pedro da Serra é a mais antiga da cidade com 150 anos. No local, existe um sino de bronze doado pelo Imperador Dom Pedro II.
Cantu em Foco

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