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Em depoimento, agressor de Bolsonaro diz que agiu por 'questões pessoais'

A polícia de Minas Gerais confirmou a prisão e identidade do responsável por esfaquear o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O homem foi identificado como Adelio Bispo de Oliveira, 40 anos. Em depoimento, o agressor disse que agiu motivado por “questões pessoais”. 
Na delegacia também foi constatado que ele tem passagem por lesão corporal, em 2013.
De acordo com a polícia, Adelio utilizou uma faca para ferir Bolsonaro e em vários momentos, de seu depimento, disse ter agido "em nome de Deus". Ele foi preso em flagrante e espancando enquanto era levado para a delegacia da Polícia Federal da cidade.
Em seu perfil no Facebook, Oliveira tem muitos posts de teor político e diversas críticas ao candidato a Presidência pelo PSL. A frase que o define na rede social diz “Não importa em que partido tu militas, nem a ideologia em que acreditas, ou que fé tu praticas. Se tens prazer no triunfo da justiça, então somos irmãos”.
Após o ataque a Bolsonaro, a página foi duramente atacada e  vários perfis em nome de Oliveira foram criados depois que ele já se encontrava preso, usando sua foto e uma imagem de uma balança.
O advogado de Adélio, que o defende de uma causa trabalhista, declarou surpresa ao saber que seu cliente era o autor do atentado. “Fiquei muito surpreso quanto soube que era o Adelio. Tive pouco contato com ele, mas até onde conheci não parecia uma pessoa violenta”.
Bolsonaro caminhava pelas ruas do centro de Juiz de Fora e era carregado nos ombros quando Adelio se aproximou e desferiu uma facada na região do abdômen. A polícia informou que abrirá um inquérito para apurar o ataque ao candidato.
Em nota divulgada pela Polícia Federal (PF), a corporação afirma que Bolsonaro "contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público”.
CGN
Cantu em Foco

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