Mundo

Atirador que matou dois e se suicidou na Flórida se revoltou por perder torneio

Um atirador atacou um campeonato de videogame matando ao menos 2 pessoas e ferindo 11 antes de se matar na cidade de Jacksonville, no Estado americano da Flórida. Em uma entrevista coletiva, o xerife Mike Williams confirmou o número de mortos. O atirador seria um jogador que estava competindo no torneio e perdeu. Isso teria motivado a ação. O atirador foi identificado pelo xerife como David Katz, de 24 anos, morador de Maryland.

O jornal LA Times, citando um jogador identificado como Steven “Steveyj” Javaruski, disse que o atirador seria um jogador que estava competindo no torneio e perdeu. O ataque ocorreu no Jacksonville Landing, um centro comercial e de entretenimento às margens do Rio St. Johns, onde era disputado um popular torneio de videogame da liga de futebol americano (NFL), denominado Madden NFL, 19. O torneio classificatório para as finais em Las Vegas – com prêmio de US$ 25 mil – era disputado no restaurante GHLF Game Bar. A Polícia usou o Twitter para solicitar aos moradores de Jacksonville que se mantivessem longe da área e pedir às pessoas que estivessem escondidas a permanecerem abrigadas e ligarem para 911, o serviço de emergência nos Estados Unidos, para informar sobre sua localização e aguardar ser resgatadas por membros da SWAT.

Em um vídeo perturbador, aparentemente captado como parte de uma transmissão em streaming do site Twitch, vários disparos de arma de fogo podem ser ouvidos ao fundo, antes de a conexão cair. O site Twitch retirou o vídeo, mas ele permanecia disponível nas redes sociais. “Essa é uma situação horrível e enviamos nossos mais profundos pêsames a todos os envolvidos”, reagiu a empresa criadora do Madden, a EA Sports, em um comunicado. Uma das equipes que participavam do torneio, a CompLexity Gaming, informou que seu jogador, Young Drini, foi ferido de raspão em uma das mãos. “Obviamente estamos chocados e entristecidos com os eventos desta tarde. Nosso jogador, Drini, foi atingido no polegar, mas ele ficará bem. Ele conseguiu escapar e correr até uma academia de ginástica próxima”, disse do diretor da equipe, Jason Lake, à France Presse. “Nunca mais vou dar nada como certo. A vida pode ser interrompida em um segundo”, tuitou o jogador. Vários usuários de redes sociais, incluindo uma que se apresentou como sua mãe, informaram que o proeminente ‘gamer’ profissional conhecido como o LARRY2K tinha sido baleado no peito. “Tenho sorte por estar vivo, sinto enjôos e ainda estou tremendo”, escreveu @SirusTheVirus, que se identifica como um jogador profissional de Madden. “Não posso acreditar que uma bala atingiu a parede ao meu lado… Ver corpos no chão… É um pesadelo total.” “Fui levado ao hospital”, escreveu outro jogador, @DubDotDUBBY. “Uma bala passou raspando na minha cabeça. Me sinto bem, só tenho um arranhão na cabeça.

Traumatizado e devastado.” Epidemia nacional Este é o episódio mais recente de uma série de atos de violência armada registrados nos Estados Unidos, onde o porte de armas é constantemente discutido entre quem pede um controle maior de sua venda e quem defende seu direito constitucional de ter acesso a elas. Nos últimos anos, a Flórida foi alvo de uma série de ataques a tiros. Em 12 de junho de 2016, 49 pessoas foram mortas em uma boate gay em Orlando. Em 2017, outras seis pessoas morreram em um tiroteio no aeroporto de Fort Lauderdale. E em 14 de fevereiro deste ano, 17 morreram em um massacre na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland (norte de Miami). Esse ataque renovou as discussões em todo o país sobre a necessidade de um maior controle do acesso às armas. David Hogg, um dos sobreviventes de Parkland que lidera agora um movimento nacional contra as armas, participava de um protesto em frente à sede da fabricante de armas de fogo Smith and Wesson em Springfield, Massachusetts, quando soube do massacre. “Saberemos que não haverá uma mudança até que exijamos em novembro e depois”, escreveu Hogg, de 18 anos, pedindo participação nas eleições de novembro para contrabalançar os conservadores que apoiam a poderosa Associação Nacional do Rifle (NRA, em inglês).

“Mais uma vez, meu coração dói e cada parte de mim sente raiva. Nós não podemos aceitar isso como nossa realidade”, tuitou Delaney Tarr, outra sobrevivente de Parkland e uma das organizadoras do movimento Marcha pelas nossas Vidas, liderada por estudantes, em março. “A violência armada é uma epidemia nacional”, escreveu. O governador da Flórida, Rick Scott, confirmou ter oferecido o apoio do Estado após o massacre. O senador republicano pela Flórida Marco Rubio disse que o FBI e o Birô de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos estavam investigando o tiroteio. A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, confirmou que o presidente Donald Trump foi informado sobre o incidente. “Nós estamos monitorando a situação”, afirmou.

Banda B
Cantu em Foco

0 comentários:

Tecnologia do Blogger.