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Palestra “Construindo Políticas Sobre Drogas” reúne funcionários públicos e sociedade civil em Rio Bonito do Iguaçu

Iniciativa é o Conselho Estadual de Políticas Públicas, vinculado a Assembleia Legislativa do Paraná e já passou por 72 cidades.

Na tarde desta terça-feira, 24, foi realizada na Associação dos Funcionários Públicos (Asserbi) de Rio Bonito do Iguaçu a palestra “Construindo Políticas Sobre Drogas”, que reuniu funcionários de três secretarias: a de Saúde, Educação e Assistência Social. Também participaram a Polícia Militar, o vereador Irineu Camilo (representando a Câmara) e diversos membros da sociedade civil.

A palestra foi ministrada pelo advogado e teólogo Doutor Carlos Augusto Weber e o assessor parlamentar Júnior D’Agostini. A iniciativa do projeto é do Conselho Estadual de Políticas Públicas, vinculado à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Este tipo de encontro para discussão do tema já foi feito em 72 cidades do Estado, de acordo com o palestrante.

Evento promovido em especial pela Secretaria Municipal de Saúde, a titular da pasta, Elenice Silmara de Oliveira (Neguinha), afirma que as drogas são uma preocupação em Rio Bonito do Iguaçu. “É algo que aflige as famílias e pela grande quantidade de usuários e nós da Saúde precisamos saber como conduzir, prevenir, tratar e orientar os usuários e as famílias”, constata a secretária.

Elenice também comenta que antigamente exista um tabu que nos municípios pequenos, ao contrário das grandes cidades, não existam usuários e tampouco drogas. “Isso é algo que não existe mais, a realidade é outra. Por isso trouxemos o Doutor Carlos para orientar como proceder aos nossos professores, agentes de saúde e população em geral e pedimos as pessoas e ou famílias possuam problemas com drogas, que nos procure nas Unidades de Saúde”.  

De acordo com o Doutor Carlos Augusto Weber, a temática é bem atual e o país precisa criar políticas públicas que enfrentem essa triste realidade em quatro principais eixos de atuação.

“As drogas estão presentes em toda a sociedade, em todos os espaços sociais e famílias. Nós precisamos entender isso e elaborar programas de enfrentamento, mas que não atuem somente no acolhimento do dependente químico das famílias, onde só se faça o tratamento. Precisamos que pensem na reinserção do ex-usuário no mercado de trabalho. Também precisamos que se faça a prevenção.

A nossa idéia, com a experiência que desenvolvemos na cidade de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba com 130 mil habitantes), é através de políticas publicas e diálogo com toda sociedade organizada, fazendo que todos esses eixos interajam por conta do princípio de responsabilidade compartilhada, onde cada qual assume sua responsabilidade no enfrentamento da questão”, explica o Doutor Carlos.

“Viemos até em Rio Bonito como fizemos em outros 71 municípios para trazer essas experiências com vistas de fazer também a capacitação do nosso educador, para que o professor capacitado entenda como fazer isso junto em sala de aula, faixa etária por faixa etária, turno por turno. De forma onde se possa dialogar perante a sociedade trazendo ações de prevenção. Essa é a nossa idéia”, finaliza o advogado e teólogo.

Ascom/RBI Colaboração: Lucas Oliveira (Rio Bonito FM)
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