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Banheiros unissex se espalham com polêmicas em universidades pelo Brasil

A adoção de banheiros unissex nas universidades, movimento do qual a UFRN foi pioneira, está tomando outras instituições país afora.
Ao contrário do que aconteceu no campi de Caicó, contudo, onde houve iniciativa sobre tal medida sem constrangimentos, em outros departamentos da UFRN e das demais universidades, o assunto vem repleto de polêmicas.
As federais do Piauí, a Fluminense, a de Juiz de Fora, a do Sul da Bahia, a do ABC, a do Paraná, a do Rio Grande do Norte e do Tocantins já adotaram medidas similares. Elas representam mais de 10% das 68 universidades federais do país. Em 2017, PUC-SP e USP fizeram o mesmo.
Na Federal do Tocantins, em Araguaína (a 400 km de Palmas), a medida foi tomada após reclamações de heterossexuais.
“Chegavam mulheres evangélicas, chorando, que tinha ‘homem’ no banheiro. Os alunos trans não tinham para onde ir: eram sempre enxotados”, diz o diretor do campus, José Ribeiro, que transformou três banheiros em unissex.
Nem sempre, porém, há reações . A Escola Multicampi de Ciências Médicas, da UFRN, em Caicó, interior do estado, transformou todos os banheiros em unissex em 2016, com a entrada de uma aluna trans na residência médica. “Encontrei uma instituição que respeitou a minha dignidade”, diz Patrícia Targino Dutra, 30.
Do Blog do BG
Cantu em Foco

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