Guarapuava

Água desviada para usina fez secar trecho do Rio Jordão em Guarapuava

Praticamente toda água do rio está sendo desviada para Central de Geração Hidrelétrica, deixando parte do rio sem água. IAP e Águas Paraná afirmam que licenças estão em dia. Empresa dona do empreendimento não se manifestou.

Parte do Rio Jordão, no trecho que passa pelo Parque Recreativo, em Guarapuava, está sem água. Isso ocorre porque praticamente todo o rio esta sendo desviado por um barreamento (mureta construída por toda extensão do rio) para uma Central de Geração Hidrelétrica (CGH) existente local. Depois da ponte, em um local usado para lazer, o rio praticamente secou. Á água volta a correr normalmente depois da usina. A empresa Dalba foi procurada, mas não retornou se posicionando sobre o assunto.
Pelas condições impostas na licença de operação, o responsável pelo empreendimento deve garantir uma vazão de no mínimo 0,73m³/s (730 litros) depois do barreamento. Cabe ao IAP fiscalizar o cumprimento desse e outras condicionantes.

Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Instituto Águas Paraná, todas as licenças e outorgas de funcionamento estão em dia. O chefe do escritório regional do IAP, Milton Roseira Jr, recebeu a reportagem da Rádio Cultura. Segundo ele, todo licenciamento foi realizado por Curitiba, por isso não poderia dar entrevista detalhando o caso. Ele disse, no entanto, que vai pedir um posicionamento dos técnicos da capital.

A CGH teve a liberação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para iniciar a geração comercial no dia 6 de junho desse ano, segundo publicação no Diário Oficial. Conforme a licença de operação a CGH Parque I tem capacidade para gerar 4,7 MW.

Períodos de seca
A condicionante de vazão mínima de 730 litros da água por segundo é mantida independente de período de seca ou não. Em 2017 o chefe regional do IAP, Milton Roseira, declarou à RPC que "Se ocorrer uma seca, a empresa tem que parar sua produção de energia para que a água seja usada pelo lago" (acesse aqui).
Fotos: Tonico de Oliveira.
Reportagem Cléber Moletta/Rádio Cultura
Cantu em Foco

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