Brasil

Analfabetismo recua, mas Brasil ainda tem 11,5 mi sem ler e escrever


A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais recuou de 7,2%, em 2016, para 7% em 2017 — na prática, isso significa que ainda existem 11,5 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever no país.
Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) deste ano, divulgada nesta sexta-feira (18), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da queda, o governo ainda não atingiu o objetivo estabelecido pela meta 9 do PNE (Plano Nacional de Educação) de 2014 sobre a taxa de analfabetismo: chegar a 6,5%.

Em 2017, o contingente de 11,5 milhões de analfabetos era formado por 5,6 milhões de homens (7,1% do total do brasileiros) e 5,8 milhões de mulheres (6,8% do total de de brasileiras). Em 2016, essas taxas foram, respectivamente, de 7,4% e 7%.
Em relação à cor ou raça, 4% das pessoas brancas são analfabetas, enquanto que os negros representam 9,3%.

Considerando as pessoas de 15 anos ou mais, a taxa sofreu redução na região Norte, Sudeste e Centro-oeste, mantendo-se estável nas demais regiões.

A redução dos analfabetos é registrada também entre pessoas com 60 anos ou mais: de 19,3%, em 2017, contra 20,4%, de 2016. No que diz respeito às regiões, verificou-se um declínio da taxa entre os idosos de 2016 a 2017, com exceção da região Sul do país.

O indicador capta o nível educacional alcançado por pessoa, independentemente da duração dos cursos por ela frequentados. Segundo a pesquisa, mais da metade da população de 25 anos ou mais de idade não concluiu o ensino médio — apenas 46,1% finalizaram a educação básica obrigatória.

Exceto a região Sul, as demais registraram o aumento da proporção deste tipo de pessoas que concluíram, ao menos, o ensino médio. A região Norte foi a que apresentou o maior índice: 42,1%. No entanto, esse valor foi o segundo menor entre as demais regiões, onde apenas o Nordeste exibiu um número inferior (37,2%). Na região Sudeste, mais da metade da população de 25 anos já havia completado o ensino médio, chegando a 52,2% em 2017. Deixando, claro, a disparidade em termos educacionais do país.

Com relação ao sexo e de acordo com a cor ou raça, houve aumento dos níveis de instrução mais elevados (médio completo ao superior completo). Cerca de 22,9% das pessoas de cor branca possuíam o ensino superior completo em 2017, enquanto que 47,4% daqueles de cor preta ou parda não completaram nem a primeira etapa do ensino básico. A pesquisa mostra também que 17,5% das mulheres possuíam o ensino superior completo — já os homens registraram apenas 13,7%.
Em 2017, a média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade foi de 9,1 anos. Atualmente, existe uma lei (12.796), de 4 de abril de 2013, segundo a qual o estudo é obrigatório entre os 4 e 17 anos de idade, ou seja, o aluno deve estudar 14 anos no mínimo — quase cinco anos a mais que a média atual brasileira.

O patamar de crescimento do tempo de estudo esteve presente em todas as regiões do país, diz o IBGE, com Sudeste, Centro-Oeste e Sul apresentando valores acima da média nacional (9,9, 9,5 e 9,4 anos, respectivamente), enquanto o Nordeste e Norte ficaram abaixo da média: 8,6 e 7,7, nessa ordem.

Entre as mulheres, estimou-se o número médio de anos de estudo em 9,3 anos, enquanto para os homens, em 8,9 — ambos 0,2 anos maiores do que em 2016.
Com relação à cor ou raça, a diferença é notável mais uma vez: registrou-se 10,1 anos de estudo para as pessoas de cor branca e 8,2 anos para as de cor preta ou parda. O resultado é uma diferença de quase dois anos entre os grupos.

Fonte: R7 

Cantu em Foco

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