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Conheça as doenças mais comuns em cachorros e como preveni-las

Mais que boa companhia, os cães são verdadeiros membros da família que necessitam dos mesmos cuidados que as outras pessoas com quem eles convivem: boa alimentação, respeito e atenção e um acompanhamento contínuo do estado de saúde. Principalmente, porque os cachorros estão sujeitos a uma série de doenças, assim como nós.

O problema é que nem todos os sintomas são fáceis de notar e não ajuda em nada o fato de que os cachorros não podem se comunicar com toda a fluência que gostaríamos. Dessa maneira, aprender quais são as doenças mais comuns em cachorros ? e como prevenir-se contra elas ? é um bom passo para a devida manutenção da qualidade de vida dos pets.
As principais doenças sofridas pelos cachorros
De acordo com a veterinária da Petz, Karla Marques, é importante se atentar ao fato de que existem doenças específicas que acometem os cães em diferentes etapas de suas vidas: “(…) Quando filhotes, as doenças mais comuns são as virais e aquelas causadas por protozoários (vermes)”. Nessa fase, a veterinária destaca, ainda, que os sintomas costumam confundir os tutores dos filhotes porque são, em geral, os mesmos em ambas as situações, como diarreia, vômito e falta de apetite.
Na idade adulta, Karla aponta que “as doenças mais comuns são aquelas que interferem na saúde e no funcionamento do ouvido, além de problemas de pele, como diferentes tipos de dermatites e otites que podem ser causados por fungos ou bactérias”. A veterinária ainda adverte que lesões de pele, a queda de pelo e uma persistente coceira são sintomas a serem analisados pelos tutores.
Por sua vez, o cão com a idade mais avançada está propenso a apresentar doenças de coração, principalmente. Entre os sinais que o seu animal de estimação pode apresentar, caso estejam com a condição cardíaca prejudicada, a doutora Karla destaca a tosse e o cansaço fácil.
A lista, entretanto, é mais extensa do que isso. Abaixo, algumas das mais comuns que podem surgir em diversas etapas da vida do animal, como:
Raiva canina: grave doença causada por um vírus, cujo contágio pode acontecer a partir do contato com secreções de outros animais já contaminados;
Cinomose: uma das doenças mais perigosas, a cinomose é silenciosa e atinge os filhotes com mais frequência ? o que aumenta, também, o risco de morte;
Doença periodontal: a falta de uma rotina de higienização dentária pode evoluir para um quadro de placa bacteriana que, quando negligenciada, pode causar o apodrecimento dos dentes e afetar o equilíbrio sadio do seu animal;
Parvovirose: doença que pode ser percebida pela ocorrência de vômito e diarreia com sangue ? o vírus atinge, principalmente, a medula óssea e o intestino, com alto grau de mortalidade;
Alergias: são as reações alérgicas que também acometem os animais. Para prevenir-se, é importante observar o comportamento do animal e eventuais sintomas comuns às alergias, como coceiras e ferimentos na pele decorrentes da tentativa de aliviar-se delas;
Erlichiose: também conhecida como doença do carrapato, a infecção é transmitida pelos insetos que carreguem as bactérias do gênero erlichia. Para manter a saúde do cão em dia, basta aplicar regularmente os remédios para ectoparasitas.
Como evitar o surgimento dessas doenças nos cães
Da mesma maneira que somos acometidos por um vírus ou bactéria resistentes, vez ou outra, nossos estimados animais de estimação também podem contrair doenças de todos os tipos. Só que a prevenção permanece como a melhor solução para a ocorrência desses quadros clínicos
No caso dos cães, as visitas periódicas ao médico veterinário são fundamentais para um acompanhamento preciso da saúde do animalzinho de estimação. Além disso, a vacina e a vermifugação são essenciais para promover mais saúde para o seu cachorro.
Para complementar os cuidados, a veterinária da Petz explica que “quando o pet ainda é filhote, o ideal é que ele tome todas as vacinas antes de passear na rua para evitar contaminações por vírus, que podem evoluir para doenças fatais”.
Sobre os casos de dermatite e otite, mencionados anteriormente, a veterinária da Petz destaca que “para evitar as dermatites, o banho é o método preventivo mais indicado, junto com as escovações periódicas. Quanto às otites, é importante evitar que a água entre nos ouvidos do cão durante o banho”
As raças mais propensas a contrair doenças
Além das doenças comuns, a doutora Karla alerta para o fato de que cada raça é mais predisposta a quadros clínicos específicos: “cães braquiocefálicos (de focinho achatado) e olhos esbugalhados, como Shihtzu e Lhasa, têm propensão a doenças oculares, como a protusão da glândula da terceira pálpebra e o olho seco. Já os braquiocefálicos de pelo curto, além das alterações oculares podem ter problemas de pele, como dermatites nas dobrinhas”.
Ela ainda aponta que os cães de pequeno porte, como Spitz, Yorkshire, Chihuahua e Pinsher, podem conviver com alterações ortopédicas, como luxação de patela. Por fim, entre os cães de porte grande, a veterinária destaca displasia coxo femoral.
Por isso, a saúde do seu cão depende muito da atenção dada aos sinais que ele transmite, mas, principalmente, a uma rotina regrada de visitas ao médico veterinário, bem como o cuidado com a vacinação e vermifugação do animal de estimação.
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