Paraná

Cascavel - Três pessoas morrem ao serem soterradas em obra


Três pessoas morreram na tarde desta quarta-feira (21) após serem soterradas em uma obra localizada na Rua Belo Horizonte, na Região da Neva, em Cascavel. 

Segundo informações, os trabalhadores estavam em uma vala de aproximadamente três metros, quando um barranco cedeu e caiu. 

Os três homens foram cobertos pela terra e morreram sem ar. 

Os colegas iniciaram os trabalhos, para tentar desenterrá-los, mas, quando os socorristas chegaram ao local, nada puderam fazer. 

Dois caminhões ABTR foram mobilizados para fazer a escavação, para a retirada dos corpos. 

Um quarto homem que também estava no local ficou ferido e foi socorrido pela equipe do Siate. Ele estava com ferimentos leves e seria encaminhado à Casa Hospitalar. 

Equipes da criminalística e Instituto Médico Legal foram mobilizados à ocorrência, para realizar os procedimentos cabíveis. 

Quem eram as vítimas do soterramento?



Por trás da tragédia registrada ontem (21) em uma obra no Bairro Neva, uma história e um rosto. Famílias e amigos em sofrimento.  

A CGN conversou com pessoas próximas às três vítimas do soterramento de ontem. Todos tinham entre 45 e 50 anos, eram muito trabalhadores e queridos pela família.

Sandro Luiz Mussoi 

Sandro (foto da esquerda) era pedreiro, trabalhava há apenas oito dias na construtora e ontem falou para a esposa que a área que ele estava trabalhando era de muito risco. 

Ele tinha 49 anos e era casado há seis. Ele tinha uma filha e cuidava dos dois enteados como um pai. 

Era um homem bom, muito companheiro e a família está desolada. Sandro era morador do Novo Milênio.

José Neri Pinheiro

José Neri Pinheiro (foto do meio) tinha 47 anos e sempre trabalhou em construção civil e estava há cerca de seis anos nesta construtora. 

Nasceu em Laranjeiras do Sul e atualmente morava no Bairro Brasmadeira, em Cascavel. 

Nunca foi casado, nem tinha filhos, mesmo assim, o irmão e o restante da família está desolada, eles tinham muito orgulho do irmão trabalhador.

João Carlos Cordeiro

João Carlos Cordeiro (foto da direita) tinha 48 anos, era divorciado e não tinha filhos. Ele chegou a trabalhar na Mascarello e há poucas semanas estava trabalhando na obra onde ocorreu o acidente. 

João também trabalhou em uma loja de móveis usados na Rua Rio da Paz. 

Morador do Bairro Neva ele era visto pela família como um homem responsável e muito tranquilo.

José e João são velados na capela Central da Acesc. Já Sandro é velado no Bairro Canadá.

Fonte:CGN

Cantu em Foco

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