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Ocorrencia de Taturana Lonomia no Municipio de Nova Laranjeiras

A primeira ocorrência deste ano, do caso foi registrado na manhã da última quinta-feira 25 de janeiro 2018 na Comunidade de fazenda velha, o Departamento de Vigilância Sanitária recebeu comunicado da ocorrência de taturana na propriedade da Senhora Marlene.
Ao deslocar-se até propriedade constatou-se que era realmente lagarta Taturana (Lonomia sp), que estavam em um pessegueiro no quintal atrás da casa.
Os proprietários eliminaram a maior parte das lagartas e guardaram três animais, como amostras, que foram entregues à equipe.
Sendo realizada a varredura no local, não foram encontrados outros exemplares.
Foi orientada a família do cuidado, e que se encontrarem novamente animais desta espécie deverão comunicar imediatamente o serviço de saúde.
Além do Biólogo Álvaro e da Veterinária Ana Claudia, a Agente de Saúde Gabriela acompanhou a Ação.
A agente de saúde realizou visita alertando sobre o fato ocorrido.
Ainda no mesmo dia o Sr. Alzemiro realizava manejo do gado quando passou próximo a um pessegueiro e sem querer esbarrou em um galho quebrado, onde estavam às taturanas (Lonomia), na hora lembrou-se das informações e chamou a agente de saúde. Que o orientou a buscar atendimento médico, levando um exemplar.
Por sorte o contato foi bem superficial, acidente leve, mesmo assim instantaneamente apresentou vermelhidão no braço.
Na manhã do sábado (29) o Biólogo Álvaro foi até a Comunidade Xagu 1 para buscar os animais e orientar a família.
Foram encontrados 49 animais no tronco do pessegueiro, os insetos foram recolhidos para o envio para Curitiba, esta foi à segunda ocorrência da semana.
Retornando da coleta, ao chegar à sede do município a Técnica Neusa, que trabalha na Unidade de Pronto atendimento Municipal Severino da Rosa, informou que a Sra. Eliane havia encontrado no tronco de uma árvore da vegetação urbana, uma lagarta com as características de lonomia.
Sendo confirmada a terceira ocorrência, apenas um animal encontrado, não houve acidente.
As lagartas podem chegar a 7 cm de comprimento, possuem o corpo de cor predominante marrom com cerdas verdes (parecido com galho de pinheiro), geralmente estão em grupos no tronco da árvore onde ficam camuflados, ocasionando os acidentes.
Diferente das outras espécies que tem uma preferência específica por determinado tipo de plantas, a Lonomia tem sido encontrada em diversos tipos de árvores.
As mais preferidas são: pessegueiro, abacateiro, mangueira, caquizeiro, araticum, pessegueiro-bravo, ameixa, eucalipto, erva-mate, cedro, aroeira, entre outros.
Os sintomas podem variar conforme a intensidade do contato, indo de leve, moderado a grave. Pode manifestar vermelhidão no local, mancha roxa, ardência, inchaço, dor intensa, após 8 horas pode ocasionar hemorragia pelos olhos, nariz, em ferimentos antigos e na urina. No caso de acidente grave se não buscar atendimento medico, pode levar a óbito. Quanto antes a pessoa buscar ajuda melhor é, para recuperação e reversão de caso grave com a aplicação do soro antilonômico.
Mais perigoso que o veneno desse animal é a desinformação e o fato de muitas pessoas não darem importância, e acharem irrelevante por ser um bicho tão pequeno.
Por isso o Departamento de Vigilância Sanitária trabalha em parceria com a Atenção Básica a informação e a orientação que podem salvar vidas.  Levando em consideração que nos períodos mais quentes é o pico da aparição desses animais, pede-se a população para redobrar a atenção, orientar as crianças quando forem brincar próximas as árvores, para evitar que aconteçam acidentes.
Se houver acidente procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima, se possível com a foto ou um exemplar do animal (com muito cuidado, pote bem fechado), para a identificação.

Cantu em Foco

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