sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Escavações para obras descobrem 21 ossadas com até dois séculos

As obras de revitalização do largo da igreja da Matriz Nossa Senhora da Conceição, no centro histórico da cidade de Marechal Deodoro (região metropolitana de Maceió), descobriram 21 ossadas humanas que foram enterradas entre os séculos 18 e 19, além de artefatos colocados no mesmo espaço dos mortos, como terço e pedaços de cerâmicas.
Os esqueletos estavam dispostos num espaço de 2 metros por 2 metros, no adro da igreja e a apenas 50 centímetros de profundidade.
O prédio da igreja da Matriz teve sua construção concluída no ano de 1783. Ele é o segundo prédio erguido no local na época do Brasil Colônia. O primeiro prédio da igreja foi edificado por um português em 1654, mas foi queimado por holandeses durante a invasão do território.
A arqueóloga Karine Miranda, coordenadora da pesquisa, explica que até o ano de 1850 não existiam cemitérios e as pessoas comuns eram enterradas nos arredores de igrejas. Já o enterro de corpos de religiosos e abastados ocorria dentro das igrejas.
Em outubro do ano passado, obras de revitalização realizadas na praça da igreja Senhor do Bonfim, no bairro de Taperanguá, descobriram quatro ossadas humanas. Os esqueletos foram datados do século 17 e estavam no adro da igreja, que é a primeira construção religiosa erguida no município.
Terço e cerâmicas
Além dos 21 esqueletos, um terço foi encontrado junto da ossada de uma criança, fragmentos de vestimentas e pedaços de cerâmicas. Os resgates de ossadas ocorrerão até o dia 28 de outubro, e mais ossadas ainda podem ser encontradas.
Os estudos complementares devem ser finalizados em novembro. Após a fase de estudo arqueológico da área, dois arqueólogos acompanharão a obra de revitalização para isolar trechos caso sejam encontrados novos achados.
Cinco áreas foram demarcadas para serem escavadas, entre as igrejas da Matriz e de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, baseadas em mapas holandeses antigos que mostram as construções das igrejas, para, assim, descobrir se existia material arqueológico a ser retirado do local e as obras de revitalização do largo prosseguirem.
Como se estivessem assistindo a missa
"Existia toda uma etiqueta para os enterramentos. As crianças tinham as cabeças viradas para o altar-mor, os adultos eram dispostos com os pés virados para o altar-mor como se estivessem assistindo a missa e encontramos outras arrumações diferentes", diz a arqueóloga
O texto é do UOL.
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