quarta-feira, 5 de julho de 2017

Polícia prende quadrilha especializada em aplicar golpe do bilhete premiado

A Polícia Civil prendeu em flagrante nesta quarta-feira (06) uma quadrilha especializada no golpe do bilhete premiado. Após três meses de investigações da Delegacia de Estelionato, o grupo foi preso no bairro Cajuru, em Curitiba.
Durante a abordagem a polícia apreendeu dois veículos utilizados pela quadrilha, alguns bilhetes premiados falsos e dinheiro em espécie. 
Segundo os policiais, os quatro suspeitos, entre eles uma mulher, agiam nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. A quadrilha fez mais de 100 vítimas apenas no estado do Paraná, e agia também nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Os valores dos golpes variam de R$ 30 a R$ 100 mil por vítima.
A Polícia informou que a mulher aparecia sempre muito humilde e abordava as vítimas pedindo informações sobre um endereço onde deveria retirar o prêmio. Um dos comparsas então se aproximava demonstrando interesse em comprar o bilhete, fazia uma ligação para "confirmar" que o bilhete estava mesmo premiado e convencia a vítima a dar um aparte do dinheiro e eles dividirem o prêmio. Ele então entregava para a mulher um maço de dinheiro e todos se encaminhavam até um banco para que a vítima sacasse a sua parte no "acordo". Os outros dois integrantes da quadrilha acompanhavam o golpe de longe. O grupo agia normalmente próximo de bancos e casas lotéricas.
“Também estamos investigando se essa quadrilha tem envolvimento com um outro crime de estelionato onde uma vítima pagou cerca de R$ 1 milhão, entre joias e dinheiro, em dezembro do ano passado, na capital paranaense”, explicou o delegado-titular da Delegacia de Estelionato, Wallace de Oliveira Brito.
Teresina da Luz Nunes Tamanho, de 57 anos; Vandervan Gilberto Tamanho, o “Charoles”, de 56; Joacir Santos da Silva Junior, 35; e Rafael Silva da Cunha, de 29 anos, vão responder pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Caso sejam condenados, a pena pode chegar a oito anos de prisão.
Todos os suspeitos possuem passagens pela polícia. Segundo o delegado, “Charoles” tem mais de 50 registros por estelionato em sua ficha criminal.

Fonte:RIC Mais
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