quarta-feira, 26 de julho de 2017

Grupo militar gay é formado para luta contra o Estado Islâmico

Integrantes da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) estão lutando contra o grupo terrorista Estado Islâmico no campo de batalha sírio, informou a Newsweek nesta segunda-feira (24). Batizado de TQILA - The Queer Insurrection and Liberation Army (algo como exército gay da insurreição e libertação), o grupo é o primeiro a se denominar como uma unidade de combatentes LGBTs na guerra contra os extremistas.
Aliados dos curdos, que também lutam contra o Estado Islâmico na região, os soldados do TQILA são consequência dos ataques dos radicais contra a comunidade, que vão desde jogar homossexuais do alto de prédios até o atentado a uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos, que deixou 50 mortos.
Nas redes sociais, o grupo divulgou seu logo (uma AK-47 em um fundo rosa), um anúncio sobre sua formação e imagens dos soldados em batalha, como uma foto dos combatentes armados, segurando uma bandeira do grupo e uma do arco-íris (símbolo da luta LGBT) e erguendo uma faixa em que se lê: "essas 'bichas' matam fascistas".
Em entrevista a Newsweek, o porta-voz do TQILA não quis divulgar o número de soldados por motivos de segurança, mas contou detalhes da investida. "Nós já estamos lutando em Raqqa [cidade da Síria]", acrescentou ele.
Ao longo de três anos, dezenas de pessoas LGBT morreram sob o governo do Estado Islâmico, e muitos outros fugiram. "Os integrantes do TQILA testemunharam inúmeros ataques das forças extremistas à comunidade LGBT, que se referem a nós como 'doentes' e 'anormais'", diz ainda o anúncio oficial. 
"Queremos enfatizar que a homofobia não faz parte do islã ou de qualquer outra religião."
Além de LGBTs, as forças curdas também têm soldados mulheres em suas unidades de combate. Recentemente, academias de treinamento para elas foram criadas para aumentar o número de mulheres lutando na guerra.
As informações são do UOL/Band.
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