domingo, 16 de julho de 2017

É ASSIM QUE SE TESTAM OS COSMÉTICOS, ANTES DE CHEGAREM ATÉ NÓS

É assim que se testam os cosméticos, antes de chegarem até nós...
Imagina por um momento a seguinte situação: estás a lavar o cabelo e, de repente, uma gota de champô cai acidentalmente no teu olho. E agora, o que fazes? Claro que lavas imediatamente os olhos para evitar que o champô os queime. Agora, mudemos a situação: uma colher de sopa com champô derrama-se nos teus olhos, mas não os consegues enxaguar com água nem com lágrimas. Ai! Só de pensar dá arrepios...
Mas enfim, é isto que acontece com os coelhinhos num laboratório, em quem testam os cosméticos antes de os vender em centros comerciais ou salões de beleza. Oferecemos-te uma oportunidade de conheceres melhor o que acontece dentro das fábricas de cosméticos antes dos produtos estarem prontos e à venda numa prateleira.
O método experimental com animais mais comum nesta área, conhecido como o teste de Draize, foi posto em prática desde a década de 1940. Primeiro, colocam-se pingos da substância a ser testada no olho de um coelho, e espera-se para ver o que acontece à córnea. Muitas das vezes, a córnea do animal torna-se turva e o olho perde a sua função. 
Se não se observar nada relevante na córnea ou na membrana mucosa, o teste continua. Estes testes acontecem ao longo de um período de 24 horas. Durante este tempo todo, a cabeça do coelho está presa firmemente com uma coleira especial para que o animal não consiga coçar o olho com a sua pata, e para evitar que a substância se derrame. 
Durante o teste compara-se o olho saudável com o olho com a substância, para obter um resultado mais fidedigno. Se a córnea ficar turva, então o animal é observado por 21 dias. Se os danos causados pela aplicação da droga forem irreversíveis, o animal é eutanasiado imediatamente
Mas, isto não é tudo! Se o teste der resultados negativos, a experiência repete-se num segundo coelho. Se o resultado experimental for leve e reversível, então utiliza-se um terceiro coelho. Não é preciso dizer que no final de cada teste, todos os animais são eutanasiados, uma vez que utilizá-los para outras experiências não seria muito viável.
Para além disso, não nos podemos esquecer que se utilizam outros animais para estas experiências: gatos, cães, coelhos, ratos, porcos da guiné, e mesmo macacos. A prova de toxicidade aplica-se na pele rapada do animal. 
Estas experiências colocam o animal em terrível sofrimento, mas continuam a ser utilizadas ainda que hoje em dia existam numerosos métodos alternativos para testar produtos cosméticos. Todos os anos são submetidos a horrores semelhantes entre 50-100 milhões de animais! E há quem lhe cama um método humanitário... 
O que podemos fazer para evitar este tratamento desumano? Em primeiro lugar, é preciso verificar todos os produtos de higiene, cosméticos e perfumes antes de os comprar. 
Os fabricantes que não utilizam animais nos seus testes são conhecidos como parte da lista branca ou ética. Isto significa que criam unicamente produtos vegetais, ou que se utilizam métodos alternativos, testados sem o uso de animais. É possível identificá-los através do logo de um coelho num círculo, e as palavras “Não testado em animais”, “amigo da natureza”, etc...
Se este logo não estiver presente nas tuas marcas preferidas de cosméticos, então esses pertencem à chamada “lista negra”. Chocar-te-á saber que a maior parte das marcas mais famosas do mundo se encontram nesta lista!  
O problema sinistro dos testes de cosméticos em animais deve ser resolvido através da utilização de outras alternativas! Partilha este artigo com os teus amigos, para contribuíres para a luta contra estes testes desumanos, levados a cabo contra pobres animais indefesos.
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