quinta-feira, 1 de junho de 2017

Se você sente dor no útero: 5 sinais de que algo não vai bem

Sentir dor na região pélvica é comum, mas é normal? O que pode indicar um problema sério? Abaixo as 5 doenças mais comuns que causam dor na região do útero.
Dor no baixo ventre pode ter várias causas, desde prisão de ventre, passando por problemas urinários, até câncer.
Devido à diversidade de causas, encontrar o motivo real pode ser um desafio para os médicos, pois requer minuciosa investigação e, às vezes, uma longa espera para a paciente.
A maioria das dores tem causas passageiras como uma infecção urinária – tratável com antibióticos, cólicas, gases ou ovulação. Mas, se compromete a qualidade de vida da paciente, tem que ser investigada.
O que observar para contar ao médico?
A dor, como surge? É aguda? Crônica? Vem e passa? É forte? Varia? Impede as atividades? É acompanhada de náuseas ou vômito, febre, corrimento, dificuldade para urinar, inchaço, diarreia ou prisão de ventre? É sentida como queimação? Peso? Fisgada?
Atrapalha as atividades cotidianas? Está relacionada ao período menstrual? Está relacionada às relações sexuais?
Saber responder a essas questões é importante para ajudar o médico na investigação da causa da dor.
Neste artigo, serão descritas algumas doenças do aparelho reprodutor feminino.
Principais doenças que causam dor na região pélvica
1. DIP – Doença inflamatória pélvica –
Infecção que se inicia na vagina ou no colo do útero e costuma migrar para o endométrio – tecido que reveste a parte interna do útero, trompas e ovários.
Pode ser considerada uma DST, pois é transmissível sexualmente, porém pode estar associada à endometriose, sendo mais atingidas as mulheres jovens e que usam DIU. Suspeite de DIP se junto com a dor você apresenta:
Febre acima de 38°C
Sangramento vaginal fora do período menstrual
Dor durante as relações sexuais
Corrimento branco ou amarelado
Procure seu médico para investigação e tratamento que será com antibióticos.
2. Endometriose
Todos os meses, durante o ciclo menstrual, o endométrio se espessa, para que o óvulo fecundado possa se implantar nele. Se a gravidez não ocorre, o endométrio pode escamar e esse tecido que se solta é expelido com a menstruação.
Nas mulheres com fluxo intenso, esse tecido pode ser empurrado para fora do útero através das trompas e cair na cavidade abdominal ou sobre os ovários causando crescimento anormal de tecido do útero fora do mesmo, esse crescimento é chamado de lesão endometriótica.
Se não for tratada pode levar a esterilidade.
Os sintomas são:
Cólicas intensas durante a menstruação
Dor forte no baixo ventre durante e fora do período menstrual
Fadiga crônica, exaustão
Fluxo menstrual intenso ou fora do período
Alterações intestinais e urinárias durante o período menstrual (geralmente devido ao inchaço)
Dificuldade para engravidar
Dor durante a relação sexual
É uma doença crônica que necessita de constante acompanhamento médico.
3. Adenomiose
É parecida com a endometriose, já que há migração de tecido uterino, porém não para fora do útero, mas para dentro do miométrio que é a camada muscular do próprio útero.
Sua causa ainda é desconhecida, mas o problema é que quando a mulher menstrua, esses pedaços de tecido também produzem sangue dentro do músculo, o que irrita a musculatura causando:
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