sexta-feira, 16 de junho de 2017

Safra de grãos assegura recorde na agropecuária

Impulsionado pela safra de grãos, o valor bruto da produção agropecuária de 2017 foi estimado em R$ 546,3 bilhões pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Recorde em 27 anos, é o mais recente indicador do dinamismo do setor primário, que, apesar de ter peso relativo modesto no Produto Interno Bruto (PIB), foi o principal responsável pelo crescimento de 1% no primeiro trimestre.

São particularmente notáveis as estimativas da safra de grãos, de 234,3 milhões de toneladas neste ano, e do crescimento de 11,3% em valor e de 21% em produtividade. As principais lavouras responderão por 69% da produção total, ficando 31% com a pecuária, que caiu 6% em relação a 2016.

Em itens como algodão e mandioca, o avanço da produção deve superar 70%, mas também as de milho e da cana-de-açúcar crescerão muito (25,7% e 51,4%, respectivamente). Uva, amendoim, laranja e arroz deverão registrar altas entre 12% e 29%. Mas é a soja, com alto peso relativo e avanço de 2,7% - atingindo 113,9 milhões de toneladas, quantidade semelhante à da safra norte-americana, estimada em 117,2 milhões de toneladas -, que dará uma das principais contribuições para a produção.

Tais recordes beneficiam não somente os produtores. Com papel decisivo na oferta de alimentos, eles favorecem a estabilização de preços, aliviando as pressões inflacionárias.

Tão ou mais importante é a contribuição para o comércio exterior, pois a maior parte da produção agropecuária é exportada. Em maio, as exportações do agronegócio atingiram US$ 9,68 bilhões, 12,8% mais do que em igual mês de 2016. Descontadas as importações, o superávit do agronegócio, de US$ 8,38 bilhões, foi o terceiro maior da série histórica para os meses de maio.

Nos primeiros cinco meses de 2017, as exportações do agronegócio foram de US$ 38,86 bilhões, superando em 5,9% as de igual período de 2016 e gerando superávit de US$ 32,7 bilhões. Sem essa contribuição, a balança comercial seria deficitária.

Após o crescimento excepcional do início do ano, a evolução da produção agropecuária tende a ser mais lenta. A contribuição do setor para o crescimento do PIB deverá ser menor, mas este será apenas um dado estatístico, que em nada tolda a relevância da agropecuária para o País.


Fonte: O Estado de S. Paulo
Imagem:Ilustrativa
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