sábado, 11 de fevereiro de 2017

Professores decidem entrar em greve em 15 de março; aulas começam na quarta

Depois de uma manhã de discussão em Maringá, os professores da rede estadual de ensino decidiram entrar em greve a partir de 15 de março, seguindo a recomendação de movimento nacionais que estabeleceram essa data como marco para as paralisações da categoria no Brasil. As propostas de parar as atividades já no dia 15 de fevereiro, quando está agendado o início do ano letivo, ou interromper o trabalho a partir do dia 22, foram derrotadas na assembleia. Com isso, as aulas devem começar na quarta-feira e governo e professores ganham mais tempo para a negociação, para que cheguem a um acordo que evite a greve.
A assembleia começou por volta das 9h40, com a presença de aproximadamente 3 mil professores. A categoria reclama de uma série de medidas tomadas pelo governo do Paraná, como a redução da hora-atividade, o sistema de distribuição de aulas (com prejuízo a servidores que se afastaram da atividade por motivo de doença ou para cursos de aperfeiçoamento) e também o atraso para o pagamento do reajuste salarial prometido pelo governo e posteriormente alterado.
A secretária estadual de Educação, Ana Seres, informou que, caso haja paralisação, o governo pretende descontar dos salários os dias parados. Em nota, o governo do Paraná lamentou a decisão, “que prejudica mais de um milhão de alunos da rede pública estadual e suas famílias. As últimas paralisações deixaram prejuízos próximos a cem milhões de reais, em contratações de temporários para reposição, merenda estragada e transporte escolar fora do período letivo tradicional”.
A escolha do dia 15 de março para o início da paralisação é baseada em um assembleia realizada em janeiro pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que decidiu pela realização de uma greve nacional da categoria. Entre as reivindicações está a posição contrária à reforma da Previdência e a exigência do pagamento do piso salarial em todos os estados. Já no Paraná, as principais reclamações são a data-base do reajuste salarial, que foi adiada, e a redução da hora-atividade (tempo que os professores têm para preparar aulas e corrigir trabalhos e provas), que passou de sete para cinco horas a cada 20 horas de trabalho. A modificação causou problemas na distribuição de aulas, com profissionais que precisaram se dividir entre várias escolas e outros que não conseguiram aulas. Há ainda reclamação sobre as penalidades sofridas pelos professores que se afastaram das salas por problemas de saúde ou mesmo para treinamento.
A data de 15 de março foi defendida pela diretoria da APP-Sindicato. A proposta é tentar, nos próximos dias, organizar mobilizações para pressionar o governo a revogar as medidas que desagradam os professores.
Fonte:Gazeta do Povo
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