terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Orizicultores buscam informações nas vitrines tecnológicas

As vitrines tecnológicas têm como objetivo difundir informações para os orizicultores. É nesse espaço que as es empresas voltadas ao agronegócio apresentam palestras demonstrativas por intermédio da sistemática de dia de campo. As dinâmicas fazem parte da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, evento que ocorreu na última semana de quinta-feira, dia 16 até sábado 18 de fevereiro, na Estação Experimental do Arroz, do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em Cachoeirinha (RS).

O Irga participa das vitrines com dois projetos de extensão. Entre os objetivos, elevar o patamar de produtividade, proporcionar renda ao produtor e desenvolver ganho social. O Projeto 10 Mais, implantado em 2017, é um avanço do Projeto 10, lançado há 15 anos, que foi um dos responsáveis pelo aumento da produtividade média do arroz no Rio Grande do Sul. O objetivo é atingir até 12 mil quilos por hectare. A cultivar contemplada pelo projeto é a Irga 424 RI, que tem manejo para alta produtividade associada a rotação de outras culturas, principalmente a soja. A entidade trabalha com pilares como preparo antecipado, época de semeadura, fertilidade, controle precoce de invasoras, seleção de cultivares e manejo de pragas e doenças.

A instituição também apresenta o Projeto Soja 6000. Implantado no ano passado, a experiência chegou a atingir uma média de 75 sacas por hectare, número maior do que até então era colhido nas áreas de várzea. O modelo atende, atualmente, 62 áreas plantadas. O Irga destaca ações como escolha de cultivares, épocas de semeadura, drenagem, plantabilidade, irrigação, adubo e calagem.

A Embrapa, por sua vez, participa das vitrines com o lançamento de cultivares como a BRS 358, voltada à culinária japonesa. A variedade apresenta estatura próxima do grão longo fino e produtividade mais elevada que as de grão curto. O engenheiro-agrônomo da Embrapa Clima Temperado, Ariano Magalhães, destaca que o valor do grão especial é três vezes mais do que o convencional. A entidade ainda lança, durante o evento, a BRS A701 CL, cultivar de arroz irrigado para o sistema clearfield no Rio Grande do Sul.

Maria Isabel Cardoso Terra é produtora rural nos municípios de Mostardas e Palmares (RS). Ela produz 440 hectares de arroz e 180 de soja. Entusiasta das vitrines tecnológicas, ela participa do evento, em Cachoeirinha, para buscar informações como o manejo para o combate ao arroz vermelho. “O melhor da Abertura da Colheita é que este é um evento centralizador, onde todos têm a possibilidade de aprender”,

Participam das vitrines tecnológicas Basf, Bayer, Delta Plastics, Dow Agrosciences, DuPont, Embrapa, Fertiláqua, FMC, Ihara, Irga, Mosaic, Pioneer, RiceTec, Sementes Condessa, Super N, Syngenta e UPL. As novidades deste ano são a Tovese Corretora de Seguros, que terá um espaço na parte das vitrines, e a Fundação Espaço Eco, instituição voltada à sustentabilidade, as quais farão apresentações sobre dois importantes temas do momento: seguro rural e meio ambiente respectivamente.



Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)
Imagem:Ilustrativa
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