segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Fatos sobre sua saúde vaginal de acordo com sua idade

Como é lógico, sua saúde vaginal não será a mesma aos 20 anos e aos 50 anos, por isso é bom conhecer os detalhes de cada etapa.


À medida que envelhecemos, nosso corpo passa por muitas mudanças, que também incluem a vagina.

A vagina é um canal de tecidos moles no qual irão ocorrer mudanças à medida que avançamos e passamos pelas etapas que a vida tem preparada para nós.

Para manter a saúde vaginal é importante que a conheça e tenha em mente o que é que acontece em cada etapa.
Por esta razão, se você quer saber como os anos afetam sua vagina, recomendamos seguir lendo este artigo.

Sua saúde vaginal aos 20 anos
Esta é uma das melhores etapas da vida, tanto para si como para sua vagina, e isso se deve principalmente aos seus hormônios sexuais.

O estrogênio, a progesterona e a testosterona se encontram em um de seus picos mais altos. O estrogênio, é o que se encarrega de manter sua vagina sempre lubrificada, elástica e com um nível de acidez saudável.

Por outro lado, com a libido sexual tão alta que ronda os 20, provavelmente sua vida sexual será muito ativa.

Isso aumenta o risco de ter infecções do trato urinário que são causadas por bactérias que viajam da vagina para a uretra.

Para minimizar este risco é importante urinar assim que tiver a oportunidade, logo depois de ter relações sexuais. Deste modo, fará com que as bactérias saiam de sua vagina.

Nesta etapa da vida, sua vagina realizará por si mesma a tarefa de limpeza. Ela o faz produzindo uma secreção branca ou clara que ajuda a eliminar as bactérias.

A menos que você tenha dor durante as relações sexuais, coceira, irritação ou secreções com cheiro ruim, o cuidado de sua saúde vaginal deverá se basear em limpá-la diariamente com água e um sabão suave.

Nesta etapa você deverá visitar o ginecologista uma vez por ano.

Sua saúde vaginal aos 30  

Mulher cobrindo a vagina

Esta etapa da vida vem acompanhada do escurecimento dos lábios menores devido às mudanças que ocorrem no corpo a nível hormonal.

Se você ficar grávida, o fluxo de sua vagina pode aumentar e ter um aspecto leitoso de cheiro suave. Tudo estará certo sempre que a cor não for verde, amarelada ou tenha mau cheiro.

Depois do parto, sua vagina pode perder alguma elasticidade devido ao processo traumático que representa para essa zona.

É provável que fique um pouco mais esticada do que o normal no início, mas costuma recuperar grande parte de seu tamanho.

É recomendado fazer exercícios como os de Kegel para fortalecer a área pélvica.

Se você estiver tomando contraceptivos orais, pode apresentar aumento da secreção vaginal, secura e sangramento por disrupção. Estes sintomas costumam se resolverem sozinhos.

No entanto, se persistirem, é melhor consultar seu ginecologista para conhecer os contraceptivos que menos afetam sua saúde vaginal.

Sua saúde vaginal aos 40
Por cortesia da pré-menopausa, sua vagina passará por mudanças significativas.

À medida que os níveis de estrogênio caem, as paredes da vagina se tornarão mais finas e secas. Isso é chamado de atrofia vaginal.

Este problema causa sintomas como:

Ardor
Avermelhamento
Dor nas relações sexuais
Fluxo vaginal
Coceira
Ardor ao urinar
Encurtamento do canal vaginal
Aumento do risco de contrair doenças de transmissão sexual
Ter relações sexuais com regularidade permitirá que sua saúde vaginal seja beneficiada. Isso se deve ao fato do fluxo sanguíneo para a vagina aumentar e isso a mantém elástica.

Por outro lado, você pode aplicar cremes hidratantes vaginais ou cremes de estrogênio para combater a secura, caso tenha este problema.

No caso de preferir um tratamento mais natural, pode tentar aplicar um pouco de azeite de oliva ou óleo de coco para ajudar a manter a hidratação de sua vagina.

Sua saúde vaginal aos 50 e mais

Mulher madura na menopausa

Para esta etapa é provável que já não tenha a menstruação e que suas reservas de estrogênio estejam baixas ou esgotadas. Sua vulva pode parecer encolhida e pode sofrer de atrofia vaginal.

A acidez de sua vagina também pode se ver afetada, e pode aumentar o risco de sofrer infecções pelo crescimento de bactérias.

Além disso, o estrogênio baixo também pode afetar o trato urinário e a atrofia vaginal pode ocorrer na uretra. Isso gera gotejamento da urina e a bexiga hiperativa.

Nestes casos você pode recorrer a terapia hormonais orais ou vaginais que ajudam a reduzir os sintomas. No entanto, esta não é uma opção para todas as mulheres. Existem outros remédios:

Fazer exercícios de treinamento de bexiga.
Uso de dilatadores vaginais para melhorar a elasticidade.
Seguir uma dieta saudável.
Manter um peso saudável.
Consumir menos cafeína.
Não fumar.
Fazer exercícios para o solo pélvico.
Usar lubrificantes vaginais.
Usar cremes hidratantes vaginais.


Outra preocupação são os prolapsos vaginais, que se produzem quando a totalidade ou parte do canal vaginal caem sobre a abertura da vagina.

Neste problema são afetados a bexiga, o reto e o útero.

Para tratar o prolapso é recomendado fazer exercícios para o solo pélvico, a inserção de um dispositivo de apoio para manter a área em seu lugar ou, como último recurso, a cirurgia.


Fonte:Melhor com Saúde
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