terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Quando se sentir exausto, deixe

Tendemos a pensar que somos melhores que aqueles que soltam e deixam ir o que lhes faz mal. Sabe por quê? Só está prejudicando você mesmo e pode ser que nem o valorizem
Alguma vez notou como se algo o sobrecarregasse? Uma necessidade de libração que, não sabe o porquê, mas precisa.



Talvez tenha praticado muito o apego ou tenha se prendido a diversas pessoas ou situações. Livre-se. Verá como deixará de se sentir tão cansado.

Pense em sua própria respiração. Se tentar retê-la, controla-la e aguenta-la, no fim se sentirá exausto.
Soltar é uma ação natural do ser humano. Ainda que não seja só física, mas também mental.

Prendemo-nos a pessoas, circunstancias, a coisas, a formas de agir que não nos beneficiam, mas que nos oprimem e constrangem até que consumam toda a nossa energia.

Os monges e o rio

Mãos atadas de uma pessoa exausta

Este é um relato de dois monges que nos mostram como, às vezes, nos sobrecarregamos com coisas desnecessárias das quais não somos conscientes.

Dois monges budistas iam viajando juntos e teriam que atravessar um rio caudaloso. Na margem estava uma mulher que lhes pediu por favor, para que a ajudassem a atravessar, pois ela não podia ir sozinha.

Um dos monges, obedecendo as regras de sua Ordem, que proibia aos monges falar ou tocar em qualquer mulher, a ignorou e atravessou o rio.

O outro monge se compadecendo da mulher, a carregou nos braços e a levou até o outro lado do rio onde se despediu dela. Logo, os monges continuaram sua viagem.

Durante o caminho, o monge que cumpriu as regras ia aborrecido, relembrando o que o seu companheiro havia feito.

Depois de muitas horas de viagem e muitos quilômetros percorridos, o primeiro monge continuava pensando no ocorrido.

Quando não aguentou mais sua irritação, reclamou ao seu companheiro por ter desobedecido as regras, por se arriscar a ser expulso, por ter desonrado a sua congregação.

O segundo monge o respondeu:

“Eu deixei a mulher na margem do rio. Por que continua carregando ela?”

Linha desfiada

Solte o que não lhe pertence

O conto anterior nos mostra como sobrecarregamos nossas costas de responsabilidades que não nos competem. Isso mina nosso caráter, inunda de emoções e sentimentos negativos.

Pouco a pouco, iremos acumular pensamentos ruins até que não possamos mais e necessitamos desabafar. Mas, isso era necessário?

Quantas vezes tem carregado os problemas alheios que, curiosamente, afetaram você muito mais do que os seus próprios?

Sabe como as vacas ruminam a comida que ingerem? Assim também acontece com algumas pessoas. Mastigam e mastigam, negando-se a soltar o que está mais do que triturado.

Mulher exausta com balões

Esta forma de ver a vida faz com que a tensão que acumulamos tenha que sair por algum lado.

É então quando presenciamos ansiedade, o estresse e a depressão.

Solte os nós que você mesmo tem feito

Nada o obriga a levar esse peso que não lhe incumbe. Você se propõe a isso voluntariamente, mas quer saber o porquê?

Sua necessidade de perfeccionismo faz com que se responsabilize por tudo. Se algo sair errado, será sua culpa. Na sua cabeça não há possibilidade de erro. Não seja tão duro. Também se aprende com os erros.
Você se transformou em uma pessoa altruísta, aquela que se dá aos demais, ainda que isso faça com que você duvide de si.
Não obstante, há um segredo que tem que saber. Primeiro é você e, depois o resto.

Goza de uma grande empatia, o que faz sentir na sua pele a dor dos outros. Isso nem sempre é positivo. Só não os compreende, como se põe em seu lugar.
Às vezes, você se sente responsável e joga nas suas costas o problema deles na intenção de ajudar.

Não é ruim estender nossa mão a quem necessita. Mas, sim, não saber soltá-la.

Mulher exausta na praia

Em algumas situações, damos muito ou começamos a depender emocionalmente de uma pessoa. Cremos que isso é o correto, que nos torna boas pessoas que sabem amar.

Lamentavelmente, isso pode não ser bom. Dar muito de si pode fazer com que te usem e te manipulem.

Depender emocionalmente, pelo contrário, fará com que não possa ser feliz sem outra pessoa ao seu lado.

Solte, deixe ir, seja livre… ensinaram-nos a possuir, a cuidar, a proteger. Mas, muitas vezes, devemos desatar os nós.

Essas cordas que não o fazem feliz, que o fatigam.

Fonte:Melhor com Saúde

Social Share

Recomendamos para você:
 
VOLTAR AO INICIO
Copyright © 2013-2017 Cantu em Foco | 5 anos informando a Cantu. Criado por: Cantu em Foco