terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Preços do feijão podem cair ainda mais

Se tudo ocorrer bem com as condições meteorológicas, devem sair das lavouras do Paraná 405,5 mil toneladas nesta temporada. O?número é 36% maior do que o do ano passado, quando se colheu 297,3 mil toneladas - com uma quebra em várias regiões por causa do clima desfavorável. “É difícil conjecturar, mas há possibilidade de os preços terem uma queda na segunda safra”, aponta o técnico do Deral, Edmar Gervásio.

Alberto Santin, da Coopertradição, diz que na avaliação dele há uma janela na qual o preço deve melhorar um pouco e que pode ser aproveitada pelos agricultores. Segundo ele, de 15 de fevereiro até 15 de abril haverá uma redução na oferta, com o período entre a colheita da primeira e da segunda safra. “Lógico que temos muito estoque da primeira safra que é maior nesse ano. O Sudoeste, que não costuma ter uma primeira safra grande, nesse ano teve um aumento considerável, puxado pelos preços do ano passado, e os Campos Gerais também. Isso abastecerá o mercado e pode segurar um pouco”, pondera.

Sobre a segunda safra de feijão, Santin considera que há dois fatores que podem mexer bastante nas cotações do grão. “A safrinha de feijão nossa nesse ano vem forte depois da proibição do cultivo de soja segunda safra. Se o clima ocorrer normalmente, sem fenômenos extras para prejudicar a cultura, obviamente que teremos complicadores de preços novamente lá na frente”, alerta.

A partir de 2017, o governo do Paraná proibiu a safrinha de soja para aumentar o vazio sanitário e melhorar o controle de doenças, como a ferrugem asiática.


Fonte: Gazeta do Povo
Imagem:Ilustrativa
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