sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Depois do recuo do ano passado, agropecuária deve crescer em 2017

O setor agropecuário é o mais dinâmico dos segmentos econômicos do País, tem peso decisivo na balança comercial e a perspectiva é de um forte crescimento neste ano, à vista das projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de aumento de 15,3% da produção de grãos. Se os preços das commodities forem mais favoráveis e o clima ajudar, será possível tratar o ano passado como página virada. É o que indicam as projeções do governo, depois de um 2016 difícil para as lavouras, em especial do Cerrado e da Região Nordeste.

A safra de grãos diminuiu 21,1 milhões de toneladas nos cálculos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a queda da produção foi de 25,7 milhões de toneladas na avaliação do IBGE. Na maior quebra de safra em quatro décadas, os Estados mais atingidos foram Piauí e Bahia.

Entre 2015 e 2016, segundo o Mapa, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária caiu 1,8%, de R$ 537,5 bilhões para R$ 527,9 bilhões, ficando em níveis próximos aos de 2014 (R$ 529,8 bilhões).

A retração agrícola foi de 1% e a pecuária, de 3,2%. As maiores influências negativas vieram do milho, do algodão e do tomate. Também caíram os preços das carnes bovina e suína e do leite.

Para a quebra anual do VBP contribuíram com R$ 7,3 bilhões a perda de preços do tomate; com R$ 2,6 bilhões a do milho; R$ 2,3 bilhões a do fumo; R$ 1,7 bilhão a do algodão; e R$ 1 bilhão a do arroz. O valor da produção de bovinos diminuiu R$ 4,3 bilhões; a de leite, R$ 2,3 bilhões; e a de suínos, R$ 1,7 bilhão. Só em parte esses recuos foram compensados pela elevação do VBP de banana, feijão, café, batata inglesa, trigo e frango.

Mas quebras da produção têm peso decisivo na elevação dos preços ao consumidor. Na média, os preços dos produtos alimentícios e bebidas subiram 8,62% em 2016, bem acima do IPCA, de 6,29%.

Com a melhora das safras, a expectativa é de estabilidade ou queda de preços em 2017, em benefício do consumidor. Mas projeções do Mapa sugerem que alguns produtos continuarão valorizados, caso do feijão, que provocou forte aumento da renda de produtores de Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo e deverá liderar a alta do VBP.


Fonte: ESTADÃO
Imagem:Ilustrativa
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