quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Em que momento uma dor de cabeça passa a ser algo preocupante?

Quando a dor de cabeça se apresenta com frequência e nos impede de realizar nossas tarefas diárias, devemos consultar um médico para que ele solicite os exames pertinentes para descartar possíveis problemas.


A dor de cabeça é algo normal em nossas vidas. É um inimigo conhecido e incômodo, não há dúvidas, mas que na maior parte das vezes desaparece por si mesmo e sem maiores complicações.

No entanto há quem, longe de sentir alívio após a administração de um analgésico ou de um bom descanso, nota que essa doença é algo incapacitante.

Esse tipo de realidade é bastante comum. Falamos, sem dúvida, das enxaquecas, das cefaleias crônicas que tanto afetam nossa qualidade de vida.
Mas… Em que momento deveríamos nos preocupar? Uma dor de cabeça pode ser sintoma de algo mais perigoso? É algo que devemos levar em conta.

Já que a informação é sempre nossa melhor arma, a seguir revelaremos três aspectos que todos deveríamos conhecer sobre este tema.

A dor de cabeça: que fatores levar em conta sobre sua gravidade

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A Universidade de Harvard realizou um interessante estudo sobre a dor de cabeça. Em primeiro lugar, e para aliviar medos e inquietações, cabe dizer que em quase 95% das vezes esse problema não é um sintoma de nada mais grave.

Esclarecido esse aspecto, cabe dizer, sem dúvida, que um percentual relevante de pacientes que sofrem desse mal sentem-se incapacitados pela dor.

Ninguém morre por causa desses problemas, nós sabemos, mas a qualidade de vida é prejudicada. Tanto é assim que todas essas realidades vividas na penumbra de um quarto são categorizadas como parte das “doenças socialmente invisíveis”.

São, sem dúvida, realidades muito complexas. No entanto, é necessário saber diferenciar em que momento sua cefaleia ou uma suposta enxaqueca deixa de ser normal para ser um alerta de algo mais.

Vejamos agora 3 aspectos que convém levar em conta.

Quando devemos nos preocupar com uma dor de cabeça

A Universidade de Harvard redigiu, no trabalho anteriormente citado, uma série de aspectos que sempre devemos observar quando nós ou alguém próximo sofre com dores de cabeça.

Tomemos nota:

Sentir, de repente, uma mudança de padrão em suas dores de cabeça. Ou seja, se até o momento você sentia uma dor pontual que desaparecia com analgésicos e agora não, é algo que devemos dizer ao nosso médico.

Devemos pedir ajuda se sentimos o que se conhece como “a pior dor de cabeça de nossas vidas” (sintoma talvez de um derrame cerebral).
Se a dor aumenta ao tossir, ou ao nos movermos, também não é algo normal.
Também devemos avaliar se essa dor nos impede de realizar nossas tarefas cotidianas.
Há pessoas que, quando sofrem com uma dor de cabeça, tornam-se agressivas ou irritáveis. Isso também não é normal.

Muito cuidado se temos febre e rigidez no pescoço.

Se, além disso, percebemos problemas de visão, dificuldades para falar, fraqueza, tontura ou olhos muito inflamados, devemos ir até um pronto-socorro.
Os médicos nos advertem que também não é normal se a dor aparece de repente durante a noite.

Se sofremos uma pancada na cabeça e sentimos uma dor persistente, devemos ir até o pronto-socorro de imediato.

A dor de cabeça e os AVCs

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A doença mais preocupante da qual a dor de cabeça é um dos sintomas é, sem dúvida, um acidente vascular cerebral. Os AVCs afetam tanto pessoas jovens quanto as mais velhas. Assim, vale a pena recordar seus seis sinais de alarme:

De repente, sentiremos a perda de força em um lado do corpo: um braço, uma perna, metade do rosto…
Assim como assinalamos antes, experimentaremos a pior dor de cabeça de nossas vidas.
Além disso, a pessoa sente um intenso formigamento no rosto, no braço ou na perna (de um mesmo lado do corpo).
Podemos perder a visão de um olho.
Dificuldade para falar, para se fazer entender…
A sensação de vertigem e de desequilíbrio é comum antes de sofrer um AVC.

O “demônio das dores de cabeça”


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Conhecemos o impacto que as enxaquecas ou cefaleias tensionais causam, mas, segundo nos dizem os neurologistas e os pacientes que a sentiram, a pior dor de cabeça é a cefaleia aglomerada.

O mais comum é que, quando experimentamos esse problema, nos assustemos, pensando que “algo está errado”. No entanto, ela não é grave.

É incômodo e pode paralisar nossas vidas durante algumas horas, mas, como dissemos, não esconde uma grave doença subjacente.

A cefaleia aglomerada afeta 1% da população, sobretudo os homens.
É uma dor intensa e incapacitante que pode durar entre 15 minutos e uma hora e meia, e aparecer várias vezes por dia.
Esta doença se relaciona a pequenos problemas no hipotálamo e nos ritmos circadianos. Às vezes nosso estilo de vida, o estresse e o fato de dormir pouco ou trabalhar em turnos desencadeia esse problema.
Para concluir, uma dor de cabeça pode ser quase sempre algo sem muita importância associada ao cansaço, à tensão ou até às mudanças hormonais.

No entanto, no momento em que ela afeta seu dia a dia ou se associa a outros sintomas como os aqui descritos, consulte um médico para obter o melhor diagnóstico.

Nesses casos, a dor de cabeça poder der um sintoma de algo que devemos conhecer.



Fonte:Melhor com Saúde
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